Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 01/07/2020

Na Constituição Federal de 1988 expressa-se que a saúde é direito de todos e dever do Estado garantir que isso ocorra mediantes políticas sociais e econômicas. Contudo, tais medidas contidas na Carta Magna não estão sendo efetivamente cumpridas, pois, segundo especialistas, o Brasil é uma das zonas de risco mundial para surgimento de novas epidemias, uma vez que não há controle dos vetores nem uma eficiente cobertura de vacina no território nacional. Sendo fundamental uma análise aprofundada das circunstâncias, para ser encontrado uma solução competente para o impasse.

Em primeira análise, segundo pesquisas realizadas pela National Geographic Society, organização global sem fins lucrativos, o desmatamento está provocando o aumento da transmissão de doenças infecciosas em humanas, dado que determinadas enfermidades estão confinadas à vida selvagem, todavia, se os condutores infecciosos forem obrigados a mudar seu “habitat” devido às ações antropológicas, as mazelas podem se propagar do ambiente rural até grandes metrópoles, como exemplo tem-se a dengue, transmitida pelo “Aedes aegypti”.

Em segunda análise, as vacinas estão sendo observadas com um “olhar hesitante e desconfortável” no que diz respeito às famílias atuais, dada as circunstâncias atuais do alastramento de “fake news” nas redes sociais, essas notícias estão sendo compartilhadas de forma rápida e imprudente por milhões de pessoas, as quais demonstram duvidar de sua capacidade de imunização. Não obstante, na Região Nordeste muitos postos de saúde ficam distantes das habitações, impossibilitando que o procedimento seja feito corretamente, visto que a Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações) recomenda 19 imunizantes já no primeiro ano de vida da criança, prevenindo assim 28 doenças, conquanto, em razão da falta de transporte em tais localidades e de hospitais mais próximos, a situação torna-se mais grave complexa.

Portanto, é de fundamental importância que o Estado se certifique de cuidar da população como é necessário, para que surtos infecciosos não se tornem cotidianos e assombrem jovens e adultos. Logo, o Ministério da Saúde, associado ao Governo Federal e Ministério do Meio Ambiente, tem de priorizar a diminuição das queimadas e do desmatamento, inviabilizando a transmissão de doenças independente da região, priorizando também uma maior rigorosidade correlação à vigilância sanitária, limitando os focos de contágio e zelando pela saúde da nação. Outrossim, é de crucial importância que as mídias sociais sabendo da conjuntura nacional diante das crises na área da saúde, deve criar propagandas e recomendar debates públicos entre os cidadãos e profissionais da saúde, para que esses possam orientar de maneira sabida sobre a precaução no que diz respeito às arboviroses.