Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 30/06/2020

Epidemia é a manifestação coletiva de uma enfermidade que se espalha facilmente e atinge um grande contingente de pessoas em um determinado território. Atualmente, no Brasil o avanço de determinadas afecções coloca em evidência os diversos fatores que dificultam o seu controle, entre eles, a destruição ambiental e a falta de saneamento básico.

Inicialmente, cabe analisar o avanço da destruição ambiental no Brasil e seus impactos na saúde da população. Uma vez que, o desmatamento tem gerado mudanças no habitat de diversas espécies e ocasionado à migração de animais para o meio urbano, potencializando a disseminação de doenças devido o contato de pessoas com animais silvestres. O que, de acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), 70% das enfermidades registradas desde a década de 1940 tiveram origem em animais.

Por conseguinte, a falta de saneamento básico é um fator que corrobora com a disseminação de doenças, visto que, conforme o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, doenças relacionadas ao saneamento básico inadequado foram responsáveis por 73,4 mil mortes em 10 anos, entre 2008 e 2017. De forma que, a ampliação do saneamento básico é fundamental para no combate à propagação de patógenos.

Logo, medidas que visem a garantir a preservação ambiental são cruciais no combate à propagação de doenças devido o contato de pessoas com animais silvestres, assim como, o investimento em politicas públicas de saneamento básico. Portanto, cabe ao Governo Federal à destinação de verbas para a ampliação da coleta de esgoto e tratamento da água no Brasil, bem como, a criação de campanhas públicas educacionais de higiene que visem à diminuição de possíveis contaminações e a propagação de doenças. Para isso, o Ministério da Saúde pode contribuir na elaboração de estratégias de saúde que atenda eficientemente os objetivos.