Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 18/06/2020
A saúde no Brasil nunca foi universal, antes dos anos 90 o privilégio de um acompanhamento médico de qualidade era para trabalhadores de carteira assinada que ao contribuírem com o setor da previdência tinham direito ao INPS, para lidar com esse problema, criou-se o Sistema Único de Saúde, em tese traria uma saúde para toda população por investimento do Estado e as instituições de saúde atuariam com o mesmo objetivo. Entretanto, existem desafios para combater epidemias por meio do SUS, sobretudo a saúde pública não vista como prioridade e a desigualdade regional revelam um governo segregador.
A priori, a não prioridade com o sistema de saúde brasileiro é destacada com a falta de recursos em hospitais. De acordo com a Secretaria de Tesouro Nacional, em 2019 com a lei de tetos, o setor de saúde deixou de receber R$9,05 bilhões e contribuiu para o sofrimento da população. Devido ao corte de verba, a chegada da pandemia da Covid-19 causou um colapso na saúde brasileira, pois não há atendimento para todos, os profissionais estão sem equipamentos para atender e lutam sozinhos para combater esse caos. Além disso, os desvios de capital em secretarias de saúde ligados à política agrava a situação de quem necessita de auxílio. Dessa forma, o investimento no SUS é de suma importância e um direito do cidadão.
A posteriori, a saúde pública sempre é discutida, mas não quer dizer que chegue para todos por efeito da enorme desigualdade social no Brasil. Segundo o Artigo 196 que cita a saúde como um direito de todos e dever do Estado, entretanto, isso não ocorre. Por causa da má distribuição de verba do governo federal não é proporcional, além de estados e municípios terem rendas diferentes. Ademais, a construção de instituições de saúde é realizada por meio de sensos locais, áreas de ocupação irregular e de comunidade apresentam grande número de pessoas e nem sempre o senso é realizado ou não apresentam dados precisos do número de habitantes, logo não são contabilizados e os auxílios tornam-se inacessíveis para muitos. Dessa forma, é necessário medidas governamentais inclusivas.
Portanto, os problemas do SUS são um empecilho para o combate de pandemia e aos direitos constitucionais do cidadão porque não oferecem o básico para atender às necessidades do ser humano. Assim, o Poder Legislativo, deve instituir leis sociais que obrigue os prefeitos e governadores, a investirem em estruturas hospitalares, compra de equipamentos adequados e locais mais acessíveis, além de oferecerem maiores oportunidades no ingresso ao curso para formação de mais médicos para os jovens de baixa condição socioeconômico para proporcionar melhores condições de vida ao cidadão brasileiro. Assim, a saúde pública no Brasil será eficaz para o combate de pandemias.