Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 16/06/2020

No olhar poético de Ferreira Gullar, ´´ é mudando a visão das pessoas que se consegue mudar a sociedade´´. A partir desse pensamento, é importante compreender como a população, no Brasil, deve agir frente às adversidades causadas por epidemias inesperadas, cujas medidas eficazes ao combate desses impasses ainda não são disseminadas de forma efetiva. Nessa lógica, pode-se afirmar que o país – desde o início da instalação da República – não está ordenado a eventuais fenômenos patológicos devido à rejeição da humanização da educação de higiene básica, fragilizando a pátria, e à estatização histórica do governo no que tange ao investimento nessa área, já mostrada na Revolta da Vacina de 1904 e mantida até a modernidade.

Destaca-se, dentro desse contexto, a ideia de que a instrução de base é fundamental para a progressão do meio social, uma vez que esse ensinamento proporciona o preparo de uma nova geração a estar apta a qualquer desequilíbrio provocado no futuro, seja por uma questão singular, seja por um viés coletivo. Ademais, a percepção da ausência desse mecanismo durante a Idade Média, com a propagação de doenças motivadas pelo descuido sanitário propiciado pelo analfabetismo da população, comprova haver uma relação de dependência entre Educação e Saúde. Assim, fica evidente que se precisa atentar a esse meio civilizatório, buscando evolui-lo de maneira concisa.

Antes lançar avaliação precipitada sobre essa questão, é preciso entender que, em função do desconhecimento dos recursos profiláticos, há a progressividade de surtos, impactando diretamente na expectativa de vida da população. Toda essa argumentação sustenta-se na ideia de que é necessário o investimento em pesquisa e tecnologia que ajudem na análise de possíveis doenças e, com isso, evitar o extermínio dos indivíduos, como ocorreu na época da Peste Negra, quando a espécie bacteriana        ´´yersinia pestis´´ dizimou grande parcela dos europeus, graças ao desconhecimento tanto da prevenção, quanto da higienização.

Diante desse cenário, acredita-se que o Ministério da Educação precise intensificar os ensinos primários de base, abordando aulas específicas dessa ciência sanitária, para que amplie o conhecimento de mundo dos alunos e mitigue futuros casos de óbitos por crises patológicas. Além disso, o Ministério da Saúde necessita promover mais ações que ilustrem a maior quantidade de medidas de prevenção em geral, por meio de campanhas publicitárias, a fim de impedir a corpo social de maiores contaminações por agentes etiológicos. Desse modo, alterar-se-á as ideias até então presentes e viabilizar-se-á a transformação da comunidade, como afirma o poeta Gullar.