Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 20/06/2020

Endemia, epidemia, pandemia. Esses são alguns dos termos utilizados para se referir à doenças, a depender da ocorrência. Patologias são desequilíbrios corporais causados por agentes etiológicos de vários filos, como protozoários, bactérias e vírus. Na contemporaneidade brasileira, minimizar sua ocorrência torna-se um desafio devido a entraves como a falta de ciência e de insumos, o que culmina no aumento.

Principalmente, deve-se ressaltar a ineficiência do saber. Apesar de os veículos midiáticos disseminarem a importância da prevenção e medidas de proteção, o cidadão pouco tem contribuído. Desse modo, medidas individuais, que ajudam a coletividade, como a prevenção da dengue, a qual necessita a retirada de materiais acumuladores de água, são ínfimas, a resultar no aumento de casos. Assim, erradicá-los fica, gradativamente, mais custoso e demanda maior dinheiro público para tratar infectados.

Outrossim, há escassez de insumos. Mesmo com repasses para esse segmento, há falta de materiais, remédios e profissionais. Dessa maneira, a saúde de pacientes é comprometida, bem como a dos trabalhadores pela sobrecarga, a agravar o quadro. Isso faz com que medicamentos sejam substituídos por similares, com efeito divergente e menor, a postergar a cura; além de provocar transtornos psicológicos, como depressão no servidor, sobretudo os de enfermagem, conforme artigo da Scielo, publicado pela enfermeira Marcela Manetti, da Universidade de São Paulo.

Logo, para reduzir as falhas na conduta individual e no sistema técnico, é necessário, portanto, a intervenção dos Ministérios da Educação e da Saúde, e assim, gradualmente, estancar o quadro. Deve haver campanhas de conscientização, por meio de palestras e oficinas em locais públicos, a fim de fomentar a importância da prevenção e, com isso, promover harmonia e coesão social. Por fim, suprir a demanda material e funcionária, por intermédio de recursos repassados pela União e do aumento da porcentagem orçamentária, com a finalidade de tratamento ágil, adequado e proteger o trabalhador, e assim, priorizar o direito à vida e à cidadania.