Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 01/07/2020
Jean-Jacques Rousseau, filósofo e escritor franco-suíço, afirmava em sua teoria contratualista, que os homens estabeleciam entre si um contrato social, no qual delegava sua liberdade ao Estado, que por sua vez, seria incumbido de promover o bem-estar social. Diante disso, na contemporaneidade, a sociedade brasileira conta com a Constituição Federal de 1988, que também garante, no artigo 5°, direito à saúde para todo cidadão. Todavia, ainda há muitos desafios relacionados à saúde pública, principalmente, no que diz respeito às epidemias que assolam o âmbito social. Isso acontece devido às fragilidades do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como a falta de responsabilidade do cidadão nas medidas profiláticas. Desse modo, esse assunto urge por atenção imediatamente.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o SUS enfrenta diversos problemas para atender toda a população brasileira. Isso porque, segundo a Organização Mundial de Saúde, há apenas um médico para cada mil habitantes, logo, o serviço que é entregue por esses profissionais, muitas vezes, é ineficiente. Ademais, o dinheiro que esse sistema recebe é avindo da União, no entanto, é diminuto para atender a população, isso de acordo com o IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada- que complementam dizendo que não há soluções se não houver mais recursos. Desse modo, vê-se que essa celeuma tem raízes profundas e complexas. As consequências dessas efemeridades nos recursos públicos de saúde são, precipuamente, a não contenção das epidemias associadas às muitas mortes dos que dependem de fundos comunitários.
Outrossim, é a carência de responsabilidade de alguns indivíduos quanto as medidas profiláticas. Assim, segundo o doutor Drauzio Varella, parte do problema se dá porque a sociedade, junto ao SUS, está focada na doença, quando na verdade, o correto seria atentar-se para a prevenção. Nessa lógica, é dever do residente Canarinho participar de ações para minorar os problemas que são passíveis de solução. A exemplo disso são os cuidados que os mesmo devem ter em suas moradias, como: evitar água parada, para impedir a disseminação do mosquito Aedes Aegypti, que é vetor de várias doenças “dengue, febre amarela, chikungunya e Zika vírus”. Embora essa responsabilidade sejam de todos, é negligenciada por uma parcela social, que por sua vez prejudica todo o resto da nação.
Depreende-se, portanto, medidas que atenuem os desafios relacionados à saúde pública, sobretudo, no que se refere às epidemias. Para tanto, Ministério da Economia, deve desenvolver projetos com medidas preventivas, mormente, em lugares carentes de saneamento básico, em parceria com o Ministério da Saúde, por intermédio de verbas públicas aplicadas as campanhas de vacinação, com o fito de controlar as epidemias nacionais. Assim, a Lei Constituinte será, de fato, efetiva para todos.