Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 17/06/2020

Em 1988, o Sistema Único de Saúde foi incorporado à Constituição e a partir disso a saúde tornou-se direito de todos e dever do Estado. No entanto, apesar de essa legislação apresentar, na teoria, um acesso ao atendimento de qualidade a todos os brasileiros, na prática é visível alguns problemas nessa instituição. Nessa lógica, quando o mundo vê-se em meio às epidemias ou pandemias  alguns desafios surgem, como a corrupção existente e a desigualdades, o que não só precisa ser muito bem gerido, como também planejado antecipadamente.

A priori, o SUS é referência internacional, conforme o Banco Mundial, e nele é possível obter desde o atendimento básico até algo mais elaborado e custoso. Todavia, por ser financiado pelas três esferas do governo -municipal, estadual e federal- há muitos desvios de dinheiro, os quais tanto fragilizam a saúde pública, quanto têm influência direta no números de mortes de pessoas que necessitam desse sistema. Nessa perspectiva, pesquisas feitas por Ciro Biderman e George Avelino só reafirmam a proporção direta entre o aumento da corrupção e de morte, pois afirma que um dos maiores  escândalo de desvio de dinheiro brasileiro, conhecido como “máfia das sanguessugas”, aumentou consideravelmente as mortes ocorridas nas ruas, já que não havia transporte para o hospital porque o roubo era feito no capital destinado à compra das ambulâncias. À vista disso, quando o assunto é epidemias a corrupção fica muito mais expressa, uma vez que é um fluxo superior de pessoas que precisam do SUS e a falta de medicamentos, infraestrutura e mantimentos básicos levam muito mais indivíduos à morte.

A posteriori, um dos outros desafios enfrentados pela saúde pública, principalmente, em uma epidemia é as desigualdades existentes. Dessa forma, enquanto muitas pessoas tem água encanada , saneamento básico e condições financeiras para manter a higiene, cerca de 35 mil brasileiros não te a acesso à água tratada - de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento-. Sendo assim, em uma problemática de doenças virais, bacteriológicas ou parasitárias , como, por exemplo, o Covid-19 em que fazer a lavagem das mãos é uma medida preventiva, a desigualdade permite  que indivíduos não tenham como manter seus cuidados básicos.

Em Síntese, os problemas da saúde básica brasileira permeiam dês da corrupção até a falta do acesso a bens básicos. Dessa maneira,uma parceria entre a população, os municípios e o Ministério Público deve ser feita. Assim, por meio da criação de um site, os municípios teriam a obrigação de determinar quanto foi destinado para cada ambiente de saúde pública, bem como a população possa fazer denúncias sobre os dados relatados pela cidade. Logo, o Ministério Público poderia  analisar as acusações,com o intuito de diminuir a corrupção e aumentar a fiscalização.