Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 24/06/2020

No início do século XX, ocorreu no Rio de Janeiro, uma onda de vacinações obrigatórias e coercitivas, a fim de conter o avanço de várias doenças. Essa medida inaugurou ações sanitaristas no Brasil e ficou conhecida como Revolta da Vacina. Dessa forma, hodiernamente, ações de controle epidemiológico são eficazes, embora exista empecilhos que limitam sua plenitude. Em suma, superar esse obstáculo é um desafio a ser solucionado pela esfera social brasileira.

Com isso, é necessário ressaltar o impacto que o coletivo aporta nessa problemática. Dessa maneira, a mentalidade social que não está a par de seus direitos e deveres propícia a perpetuação de falácias rompendo, assim, a coesão estrutural. Analogamente a isso, Immanuel Kant afirma: “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Ademais, a efetividade das políticas públicas de combate tornam-se reféns de um pensamento conjuntural baseado no senso comum, uma vez que fortalece o ruído existente entre a sociedade e os agentes de contenção. Mostra-se, assim, que o parâmetro social é determinante para a mudança da realidade.

Todavia, sob essa perspectiva, é importante ressaltar que ainda há expressividade a respeito das epidemias presentes em território nacional. Nesse sentido, anualmente, milhares de pessoas são afetadas e sofrem com danos permanentes ou até mesmo a morte, conforme consta o Ministério da Saúde, cerca de 700 pessoas morreram de dengue no Brasil em 2019. Além disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) sobrecarrega-se significativamente para tratar os doentes, potencializando seus problemas existentes. Evidencia-se, então, a necessidade de posturas ativas e eficazes para combater esse revês.

Diante do exposto, portanto, é necessária uma intervenção estatal, aliada ao Ministério da Saúde, a favor de investir na ampliação dos programas de combate às epidemias e fiscalização de focos, como forma de barrar o avanço e refreá-lo e também de extenuar o SUS. Outrossim, aliado ao MEC, expandir a grade curricular de alunos, seja a nível fundamental, seja médio, inserindo  disciplinas com enfoque na promoção de atitudes conscientes, com intuito de propiciar a empatia e o altruísmo nos futuros cidadãos. A sociedade, aliada a Mídia, deve expandir as campanhas publicitárias ativamente promovendo palestras e debates acerca das responsabilidades atribuídas a cada cidadão. Assim, o controle de epidemias seria contido e episódios como a Revolta da Vacina seriam superados.