Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 24/06/2020

Segundo o escritor inglês Thomas more, em sua obra “Utopia”, surge o retrato de uma sociedade perfeita, na qual a ausência de conflitos padroniza-se em todo o corpo social. Porém, nota-se na realidade contemporânea o oposto do que o autor prega. Com a grande onda de urbanização, decorrente dos processos de modernização, os desafios na saúde pública, com a questão das epidemias no Brasil, sofrem diversos empecilhos seja pela má gestão de autoridades ou pela falta de consciência coletiva sobre tal, o descaso reina. Dessarte, deve ser discutido.

Primeiramente, é notório que o mau gerenciamento da saúde pública se consolida com a baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne às ações que coíbam tais fatos. Segundo o pensador Thomas Hobbes, “o Estado deve condicionar o bem-estar populacional.” Entretanto, essa realidade é oposta no Brasil. Fato explicado pela corrupção e desvio de verbas que atrasam o país gerando, por consequência, no sucateamento de hospitais públicos e falta de equipamentos e medicamentos essenciais aos pacientes, resultando, segundo dados do Ministério da Saúde, na morte de mais de 50 pessoas por dengue em 2016. Devido a essa negligência, a população é a mais prejudicada por tais atos. Portanto, cabe ao governo a resolução de tal imbróglio.

Ademais, é imperativo ressaltar que a consciência coletiva na prevenção corrobora, significativamente, com a problemática. Segundo o escritor Chileno Pablo Neruda, “você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências.” Partindo desse pressuposto, o aumento da deposição de lixo nas grandes cidades, principalmente no sudeste, pela ignorância ambiental gera consequências, como o aumento do número de casos de dengue, cerca de 150 mil na região, segundo Ministério da Saúde. Mostrando que o cidadão também não cumpre o seu papel social, levando a sociedade cada vez mais distante da de More.

Dessa maneira, a saúde tem grandes desafios no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da cidadania, investir em campanhas sociais do tipo “slice of life”, que busca, com exemplos do cotidiano, envolver o público-alvo, com agentes sociais e de saúde. Ademais, cabe à população cobrar ações competentes de seus gestores para com a saúde pública. De modo que o Senado, por meio de parceria com banqueiros, formem fundos de verbas, a fim de oferecer cobertura monetária, e assim, manter o projeto eficiente, para ter uma sociedade consciente e uma boa gestão, a fim de diminuir o número de casos de tais mazelas.