Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 17/06/2020

Segundo o filósofo Kant, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem os mesmos direitos e deveres, entretanto, o cenário da saúde pública, no Brasil, segue um rumo antagônico comprovado pelas crescentes epidemias no país. Assim, é necessário que o Estado reveja suas políticas públicas sobre prevenção de doenças, a fim de superar os desafios de tais contágios e disponibilizar auxílio a toda sociedade.

A priori, um fator a ser analisado é que, em 1904, quando ocorreu a Revolta da Vacina, a maioria dos estados brasileiros enfrentaram graves doenças, como a varíola e a malária, causadas, principalmente, pela falta de saneamento básico nas cidades, quadro que assolou a população. Dessa forma, governantes criaram uma lei que tornava obrigatória a vacinação em todo o corpo civil, com o intuito de erradicar os surtos, no entanto, o povo iniciou uma rebelião urbana contra a vacina, violando seus deveres como cidadãos, aumentando a taxa de doentes. Sob esse viés, a consequência primordial é o descaso com a saúde pública, visto que o governo não garante recursos de cuidados básicos e, a população, a qual não cumpre as ordens estabelecidas, como exemplo atual a quebra do isolamento social durante a pandemia do covid-19, sendo um conjunto de irresposabilidades.

Outrossim, de acordo com as ideias contratualistas de John Locke, esse empecilho configura-se em uma ruptura do “contrato social”, que é a responsabilidade dos governados de cumprir normas com seus cidadãos, pois o Estado não garante a cautela com a vida pública. Sendo assim, muitos indivíduos, ainda, vivem em situações precárias, sem o mínimo de higiene, principalmente nas favelas, sendo um dos fatores que causam o retorno de doenças erradicadas, como o sarampo.  Em virtude dessa situação, o desdém do governo, juntamente com alguns profissionais da saúde, devido a ausência de informações mais acessívies para a soceidade, sobre as epidemias, faz com que, em pleno século XXI, ainda exista movimento antivacina.

Dado o exposto acima, fica evidente que os desafios na saúde pública em relação as epidemias, no Brasil, são uma realidade persistente durante anos. Assim, é de suma importância o auxílio do Ministério da Saúde para reverter essas calamidades, por meio de incentivo na ciência, a fim de contribuir novos avanços para tratamentos e, até mesmo, cura de doenças. Por fim, o governo pode oferecer melhores condições de moradias aos indivíduos, evitando aglomerações que lembrem os cortiços de 1904, e, também, um aumento de recursos de sáude, como o SUS, para que toda a população consiga obter os cuidados básicos.