Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 30/06/2020

Em busca das Índias, os portugueses navegantes descobriram as terras que, posteriormente, seriam conhecidas como Brasil. A princípio, era habitada por índios nativos de diversas etnias e, ao estabelecer contato com o exploradores, contraíram doenças desconhecidas aos seus organismos, o que fragilizou as tribos. Nesse contexto, desde então, a administração e o controle da saúde de todos os brasileiros é um desafio a ser combatido diariamente.

Na segunda metade do século XIV, na Baixa Idade Média, em razão da falta de saneamento básico e precárias condições de higiene na vilas e cidades medievais, o desenvolvimento da peste negra resultou em uma pandemia. Como consequência, um terço da população europeia foi dizimada, além de desencadear diversas revoltas camponesas, o que ocasionou o enfraquecimento do poder da igreja, este último fato causado pela falta de apoio da mesma perante a maior crise de saúde da época. Análogo aos dias atuais, o desinteresse das autoridades para com a população de baixa renda é inegável, que apesar de usufruírem do SUS (Sistema Único de Saúde), os desafios permanecem, não sendo suficiente para suprir todas as necessidades básicas.

Por outro lado, o documentário “O Sistema, um retrato da saúde no Brasil”, apresentado pelo médico Drauzio Varella, aborda os malefícios e benefícios do SUS, no qual muitos profissionais da saúde buscam melhorar as circunstância daqueles que dependem da saúde pública. Outrossim, o Brasil é um dos países onde os gastos privados na saúde superam os públicos, porém, em contrapartida, mais de 150 milhões de brasileiros dependem do sistema público, enquanto o privado inclui em torno de 50 milhões. Dessa forma, em condição de calamidade, como epidemias, apesar da saúde ser direito de todos e dever do Estado, a falha é constante e várias pessoas pioram, e até morrem, por não ter dinheiro, muito menos tempo, de investir no progresso da própria saúde, elevando a dificuldade de controlar tal situação.

Em suma, faz-se necessária uma parceria pública-privada, do SUS com hospitais de redes particulares, com o intuito de maior disponibilização de equipamentos técnicos destinados ao atendimento mais complexo de casos mais graves de pacientes que não podem pagar. Ademais, é de fundamental importância que o corpo docente escolar, juntamente com um profissional da saúde, ofereça um aprofundamento nos conhecimentos relacionados à saúde pública aos estudantes, os quais, na maioria das vezes, são leigos no assunto, assim, esclarecendo como a escassez das verbas direcionadas para tal investimento trazem prejuízos para o coletivo, algo que afeta incisivamente aqueles que são inferiorizados na hierarquia social, assim como os indígenas diante dos exploradores.