Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/06/2020

No filme americano “Contágio”, a personagem Burns, viaja para a inauguração de uma fábrica na China, onde é infectada por um vírus letal após cumprimentar um chefe de cozinha que não higienizou as mãos depois de preparar um leitão contaminado. Diante disso, a mulher passa a transmitir a doença para outras pessoas, causando uma epidemia e, em poucos dias, ganha proporções mundiais. Embora seja uma obra ficcional, o filme apresenta características que se assemelham ao atual contexto brasileiro, pois assim como na obra, vírus como o Covid-19 e o H1N1 se espalharam pelo mundo, sobrecarregando a saúde pública. Assim, hão de ser analisados tais elementos, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

A priori, é importante destacar que desde o Período Colonial, o Brasil foi palco de inúmeras doenças epidemiológicas como a febre amarela e a dengue. Nesse contexto, é notável que o desmatamento é responsável por destruir habitats de espécies transmissoras de doenças e forçá-las a migrarem para os centros urbanos, como o mosquito “Aedes aegypti”, o qual é vetor da dengue, da febre amarela e está associado à Síndrome de Guillain Barré e à microcefalia, segundo pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ademais, a precariedade do sistema de saneamento básico nas diferentes regiões facilita a propagação de enfermidades pelo vasto território do país. Faz-se, portanto, a dissolução dessa conjuntura.

Outrossim, conforme a Carta Constitucional de 1988, todas as pessoas têm direito a saúde e é dever do Estado, garantir mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução dos riscos de doenças. Porém, na atual conjuntura isso não é observado. Apesar de existir o Sistema Único de Saúde (SUS), os direitos dos cidadãos ainda continuam sendo ignorados, pois esse benefício se restringe para alguns indivíduos. Nesse sentido, existe um sistema falho, com hospitais desestruturados e filas sobrecarregadas, o que tende a aumentar a proliferação de patologias. Enquanto novas políticas na área da saúde não são implantadas, o número de pessoas doentes sem atendimentos amplia. Por conseguinte, as pessoas recorrem a automedicação, o que representa mais riscos a benefícios.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem as dificuldades encontradas na saúde pública e no controle de epidemias. Logo, o Governo Federal, deve investir mais amplamente no sistema de saneamento básico, por meio de uma maior destinação de verbas, com o fito de evitar a proliferação de doenças; além disso, deve investir, bem como, na construção de hospitais e principalmente de postos de saúde e contratar mais médicos, para dessa forma melhorar o SUS. Assim, tais ações são fundamentais para mitigar a adversidade.