Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 30/06/2020
As epidemias assolam o mundo há séculos, sendo um exemplo a “peste negra”, que no século XIV dizimou um terço da Europa por falta de condições sanitárias. Porém, não só a Europa, mas também o Brasil, vivenciou várias vezes essas epidemias desde sua colonização. Embora recorrentes, a forma de lidar com elas pelas autoridades públicas é ineficiente, que é agravada pela desigualdade social e pela ações tardias para contornar crises epidemiológicas. Segundo a escritora e doutora em História das Ciências e da Saúde, Christiane Maria Cruz de Souza, a derrubada da Mata Atlântica para a plantação de canaviais durante a colonização, favoreceu a proliferação de mosquito e a disseminação das febres. Sendo assim, um dos fatores que contribuiu para o crescimento exponencial de doenças epidemiológicas no Sudeste, um exemplo disso, é a Dengue que cresceu 700% na região nos últimos anos, segundo dados do Ministério da Saúde. Outro aspecto a ser abordado, é a falta de investimentos e verbas em recursos para auxiliar no combate e pesquisas de epidemias, que no cenário atual, de pandemia da COVID-19 está sendo de extrema importância. Além disso, também há uma falta de assistência para proporcionar condições sanitárias dignas para a população de baixa renda, afim de evitar disseminação de doenças. Portanto, é notável a eficácia e a falta de comprometimento de ações governamentais. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e é dever do Estado garanti-la de forma igualitária e universal, e foi tendo em vista esses aspectos que se deu a criação do SUS, Sistema Universal de Saúde, em 1988, que é um mecanismo importante no combate de epidemias. E pode ser exemplificada, pela aclamada descoberta de um tratamento de alta eficácia da AIDS, que assustou o mundo nos anos 80. Apesar do reconhecimento internacional, o SUS é muito sucateado pelo governo federal, com o congelamento e cortes de verbas todos os anos que atrapalham no fornecimento de um bom serviço a população brasileira. Desse modo, é importante que o povo fique atento e reivindiquem seus direitos ao Estado para usufrui-los de forma digna. Portanto, é necessário que o Governo Federal junto ao Ministério da Saúde discutem sobre investimentos financeiros que devem ser destinados à saúde para a obtenção de equipamentos hospitalares e manutenção de leitos, e também para Universidades Públicas e cientistas que contribuem para o combate de epidemias, através de pesquisas de tratamentos e vacinas. Além disso, devem criar campanhas de conscientização por meio de propagandas e debates escolares, para ensinar a população como se precaver de doenças epidemiológicas. E também, o Estado têm por obrigação oferecer condições sanitárias ao povo, através de políticas públicas. Dessa forma, a sociedade brasileira se tornará mais harmoniosa e saudável.