Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 22/06/2020
Durante a Idade Média, a pandemia da Peste Negra dizimou pelo menos um terço da população mundial, em consequência da falta de higiene e saneamento básico, além da falta de conhecimento científico na manutenção da saúde na sociedade medieval. De maneira análoga, no Brasil, diversas epidemias ocorrem devido ao tratamento negligente e precário para com as doenças. Dessa forma, nota-se a necessidade de investimentos em infraestrutura e educação para a melhoria no tratamento da saúde pública.
Em primeiro plano, é necessário ressaltar a resistência da população, a qual provém da desinformação e falta de conhecimento quanto às consequências de doenças em transmissão. Durante o século XX, no Rio de Janeiro, doenças como varíola, peste bubônica e a febra amarela avassalaram na sociedade e, a tentativa de erradicação desse problema através da obrigatoriedade da vacina, desencadeou a chamada Revolta da Vacina. Nessa perspectiva, as camadas sociais brasileiras ainda herdam falta de conhecimento quanto às enfermidades e medidas preventivas das epidemias e, dessa forma, o regresso na erradicação de doenças é permanente.
Outrossim, cabe salientar que as condições estruturais de uma camada social é um fator determinante para a saúde dessa mesma. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o principal objetivo do saneamento é a proteção da saúde do homem, uma vez que diversas doenças se proliferam devido a falta desse serviço. No entanto, o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, determina que 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada e mais de 100 milhões vivem na falta de coleta de esgotos. Por conseguinte, doenças são agravadas devido a esse cenário, além de ferir o direito ao saneamento básico garantido pela Constituição.
Em suma, a população e o Estado devem estar conscientes do seu papel na melhoria da saúde pública e na contensão de epidemias. Portanto, o Ministério das Cidades deve reestruturar locais precários, através de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, para que as pessoas que vivem nesses mesmos não estejam diante de contágios devido à negligência de seus direitos. Ademais, o Ministério da Saúde, em parceria com os meios midiáticos, devem divulgar campanhas de conscientização sobre o papel da população na prevenção de enfermidades, a fim de diminuir a negligência social. Com isso, evitar-se-á o surgimento de epidemias no país de maneira gradativa.