Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 19/06/2020
No início do século XX, no Rio de Janeiro, ocorreu a revolta da vacina, reação popular contra a vacinação obrigatória e outras medidas sanitárias impositivas. Nesse contexto, analisa-se, no Brasil, a permanência de problemas na saúde causados por conta do temor a vacinas, como também de um sistema de saneamento ineficaz e desigual. Dessa forma, há a intensificação de epidemias no país devido a ignorância de uma parte da população e o descaso governamental. Logo, medidas são necessárias para atenuar a problemática.
De acordo com Rousseau, filósofo iluminista, o ser humano nasce livre, mas por toda parte se encontra acorrentado. Sob tal ótica, percebe-se que uma porcentagem da sociedade brasileira fica presa a pensamentos arcaicos de modo a invalidar os avanços científicos e seus benefícios. Prova disso, é o surgimento de um “movimento antivacina” fazendo com que doenças já erradicadas no século passado sofram um aumento no número de casos, como o Sarampo e a Caxumba. Além disso, os indivíduos não agem higienicamente no cuidado com o ambiente em que circulam propiciando a elevação das epidemias. Destarte, é fundamental a criação de uma consciência coletiva voltada para os cuidados básicos relacionado a saúde para reverter esse quadro alarmante.
Deve-se ressaltar, ainda, o descaso governamental nos processos tangentes a saúde pública, haja vista a preferência por discutir as pautas referentes aos próprios interesses e não as necessidades da população. A Constituição Federal de 1988 garante a todos o direito de acesso a saúde. No entanto, isso se configura como mera utopia, na prática é perceptível a tamanha desigualdade enfrentada pelas pessoas em que não possuem acesso ao mínimo, por exemplo o sistema de saneamento. Dessa maneira, vidas são desvalorizadas com a ausência de medidas preventivas, gerando condições epidemiológicas degradantes.
Conforme Isaac Newton, importante físico, postulou em sua primeira lei, um corpo tende a permanecer no estado de inércia até que uma força atue sobre ele. Portanto, ações devem ocorrer para mudar essa realidade no Brasil. É necessário uma parceria enfrente Ministério da Saúde e da Educação para disseminarem conhecimentos científicos sobre epidemias, os prejuízos e como elas podem ser evitadas. Isso pode ser feito por meio da amplificação de palestras nas escolas e campanhas publicitárias nas mídias sociais, para que as pessoas construam uma noção acerca dos impactos gerados na saúde coletiva e desenvolvam uma responsabilidade para mitigar as doenças. Assim, essas questões que rondam o Brasil por séculos serão atenuadas.