Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 27/06/2020

Com o advento da expansão marítima e a vinda dos portugueses para o Brasil em meados do século XVI, ocorreu a vinda de doenças como varíola, rubéola, gripe, entre outras, causando epidemias em território nacional, matando milhares de indígenas. Esse cenário epidêmico está presente até os dias atuais, entretanto com novas doenças, como dengue, febre amarela e doenças que estavam praticamente erradicadas no país, como sarampo e poliomielite. Essas doenças estão circulando no país por conta de movimento antivacina, desmatamento e descuido da população. Logo, é preciso mudar a realidade da situação epidêmica no Brasil.

A priori, a vacinação é um ato importante de saúde individual e coletiva, pois evita doenças novas e antigas de se espalharem entre a população, entretanto, um movimento nascido em 1998, conhecido como antivacina, voltou com força na última década, ameaçando a saúde pública dos países, pois eles são contra a vacinação, alegando que fazem mal. Sendo assim, doenças antes quase erradicadas do Brasil, como a poliomielite e o sarampo, estão voltando a circular em regiões com pouca taxa de vacinação, trazendo riscos para uma nova epidemia séria no país e o sobrecarregamento do SUS.

Outrossim, o desmatamento de florestas e habitats naturais dos vetores de doenças, acarretam a migração desses animais para o ambiente urbano, adaptando-se para as novas condições, assim, possuindo contato com os seres humanos, podendo disseminar doenças que antes estavam presentes apenas no ambiente rural. Juntamente com isso, uma parcela significativa da população não compreende a necessidade de combater os vetores, como evitar água parada para não deixar o mosquito Aedes Aegypti se reproduzir, pois ele transmite várias doenças, como a zika, dengue, febre amarela e chikungunya. Desse modo, um ato simples de não deixar acumular água parada, poderia evitar a disseminação de muitas doenças graves presentes em território nacional.

Portanto, é mister haver medidas para mudar essa realidade brasileira. Destarte, é papel do Ministério da Saúde promover campanhas de conscientização em mídias socais e televisões sobre a necessidade e o modo de combater os vetores de doenças, a importância da vacinação em todas as idades e incentivar as denúncias de focos para a Secretária de Saúde municipal. Ademais, o Ministério da Educação, juntamente com especialistas de saúde, deve produzir palestras e discussões, com pais e alunos em escolas e universidades sobre o assunto. Além disso, que o Ministério do Meio Ambiente propicie uma fiscalização mais rígida contra o desmatamento, com penalidades de multas e prisões, de acordo com as leis federais existentes. Desse modo, as epidemias vigentes no país poderão ser combatidas, melhorando assim, a saúde pública da população.