Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 18/06/2020
A obra cinematográfica “Guerra Mundial Z” conta a história de Gerry, um ex-agente da ONU (Organização das Nações Unidas) que é convocado para investigar um surto epidêmico que está assolando a humanidade e encontrar uma solução capaz de contornar o cenário catastrófico. Concomitante a isso, no Brasil, torna-se crescente a preocupação quanto a aptidão do país em lidar com epidemias, sobretudo com a ocorrência do Coronavírus. Nessa perspectiva, os desafios que propiciam tal situação devem ser analisados e superados de imediato.
É relevante abordar, primeiramente, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, quantos aos direitos que asseguram o bem-estar e a qualidade de vida da pessoa humana, dentre eles, a saúde, direito que deve orientar o corpo social perante contextos calamitosos e assegurar a população o acesso a ações capazes de prevenir e tratar enfermidades. Contudo, a realidade mostra-se justamente o oposto e o resultado desse contraste pode ser refletido no atual contexto brasileiro. Segundo dados divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil encontra-se entre as 75 nações mais afetadas pela pandemia mundial decorrente do COVID-19.
Faz-se mister, ainda, salientar as etiologias que desencadeiam tal quadro, como a orientação inadequada da sociedade e o descumprimento das escassas instruções divulgadas por órgãos da saúde quanto a estratégias preventivas sobre o contágio e disseminação de doenças, além da caótica estrutura de hospitais e centros de atendimentos voltados ao tratamento da população. Como afirmara o poeta Pablo Neruda: “Somos livres em nossas escolhas, mas prisioneiros de suas consequências”, expressão que consolida que a necedade e o despreparo acerca de suas escolhas e ações podem prejudicar o indivíduo.
Infere-se, portanto, que há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de uma vida melhor a todos. Dessa maneira, urge que o Ministério da Saúde, em conjunto com o setor midiático, promova campanhas, debates e propagandas, com profissionais qualificados, nas redes sociais e no meio público, a fim de alertar e conscientizar a população sobre os reais perigos e consequências da displicência perante epidemias e crises de saúde e orientá-la adequadamente quanto as formas de profilaxia diante patologias e enfermidades. Ademais, cabe ao Estado o direcionamento condizente de verbas governamentais para o correto funcionamento das organizações de saúde. Dessa forma, o Brasil poderá ser capaz de ,não somente lidar, mas superar o surto epidêmico.