Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 19/06/2020
Desde a Revolução Industrial, na Inglaterra, a sociedade tem conseguido evoluir em suas mais variadas camadas possíveis, inclusive no engajamento de combates a epidemias que assolam o globo. No entanto, o cenário visto no Brasil se distancia, de forma tênue, dessa realidade global, seja pela falta de investimentos, por parte do poder público, em projetos de saneamento básico para população, seja pela inexistência de uma estrutura educacional eficiente para formar profissionais qualificados para lidarem com essas terríveis situações. Nesse contexto, devem ser tomadas atitudes pelas autoridades competentes para que tais problemáticas públicas e sociais possas ser revertidas.
Em primeira análise, vale salientar que um dos principais desafios que corroboram com o fatídico quadro brasileiro frente às epidemias que assolam toda a sociedade nacional é a inexistência do saneamento para toda a população. De acordo com Bismarck, ex-chanceler alemão, a boa política é a arte do possível, mas a má política tende tudo ao impossível. Logo, analisando a frase do alemão e relacionando-a com o tema, conclui-se que quando o poder público erra ao não idealizar e concretizar projetos que visam levar o saneamento para toda a nação, ele está, de forma direta, impossibilitando o avanço no combate às epidemias, ao deixar uma parcela de seus cidadãos amplamente expostos e em contato direto com fossas e esgotos, situação essa que é comumente observada no Brasil.
Ademais, outro fator que influencia significativamente, de forma negativa, o atual quadro apresentado é a falta de profissionais qualificados, como reflexo de uma flagelada estrutura de ensino. Segundo Paulo Freire, uma sociedade que carece de acesso à educação de qualidade está, miseravelmente, fadada ao fracasso. Dessa forma, pode-se concluir que uma nação que possui uma estrutura educacional sucateada, como o Brasil, encontrará, cada vez mais, dificuldades em formar profissionais qualificados para lidarem com os mais variados quadros epidêmicos que se perpetuam em meio a sociedade brasileira, isso ocorre porque, como afirmou Paulo, a educação pressupõe qualquer avanço social.
Portanto, em detrimento dos fatos supracitados, urge que medidas sejam adotadas para que essa lástima social possa ser mitigada. Dessa maneira, o Governo Federal, deve, em parceria com o Ministério da Educação realizar uma reforma na estrutura educacional brasileira, criando, através de fundos orçamentários, bolsas para incentivo científico e capacitação profissional, para suprir a falha estrutural. Ademais, o Governo deve, também, através de um consenso entre os três poderes, criar o “Sanea Brasil”, um projeto que busca levar o saneamento para toda a população, através da cooperação maior entre os estados e a união, até o fim de 2025. Assim, após tais medidas serem adotadas, os desafios no combates às epidemias serão amplamente mitigados de forma exponencial.