Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 19/06/2020

Para o filósofo Hegel, o Estado deve assemelhar-se à figura paterna garantido o bem-estar ,a proteção  e a saúde de seus cidadãos. No Brasil, o Estado demonstra dificuldade em cumprir com tal máxima devido às constantes epidemias que se alastram em território. Isso se deve em razão da desinformação e do modelo de saúde em vigor.

Precipuamente, é preciso apontar que a população não é informada suficientemente sobre as potenciais doenças que podem vir a se propagar pelo país. Essa falta de comunicação e de transmissão de informações entre governo e população em relação às questões de saúde não é algo recente e pode ser evidenciada pela Revolta da Vacina ocorrida no século XX, em que o governo tomou medidas sanitárias sem antes transmitir informações prévias à população, gerando reações negativas por parte dela. Tal evento, evidencia que a transmissão de informações claras e precisas que alcancem todas as camadas da população deve preceder qualquer medida de combate às doenças, para que a população entenda a importância de combate-la e colabore com as ações do governo.

Outrossim, o modelo de saúde baseado na intervenção somente quando o paciente apresenta a doença também acaba sendo ineficaz no combate às epidemias, pois corrobora com a superlotação do sistema de saúde, tendo em vista que espera-se o paciente adoecer para só depois o profissional de saúde entrar em ação. Em contrapartirda, o sintema de saúde cubano, baseia-se na medicina preventiva, na qual os profissionais de saúde atuam de modo a evitar o adoecimento, sendo considerado um dos melhores modelos do mundo, apesar das limitações orçamentárias do país, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Sendo assim, focar na prevenção, evitaria a saturação de leitos nos hospitais e reduziria os gastos em saúde e as perdas humanas, tendo em vista que o número de doentes sofreria grande redução.

Diante dos fatos elencados, é indispensável que o Estado mostre-se capaz de lidar com grandes epidemias, garantido o bem-estar e a saúde da população. Isso poderia ser feito pela mídia em parceria com o Ministério da Saúde ,através de campanhas informativas, para que a população tivesse dimensão da importância de se combater as doenças e de como ela poderia atuar para tal. O MS, também poderia atuar ampliando o número de postos de saúde, aplicando neles o modelo preventivo de combate as doenças, para que elas sejam evitadas e combatidas antes que venham a se alastrar, evitando perdas humanas e financeiras. Assim, o Estado atuará conforme o seu dever de garantir a saúde e o bem-estar de toda a população de maneira eficaz.