Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 19/06/2020
As Novas Formas de Epidemia
As epidemias marcam presença nas sociedades humanas desde a Antiguidade. A Gonorreia, por exemplo, é uma doença que é citada no antigo testamento da Bíblia, ou seja, é uma enfermidade que acompanha as sociedades há um longo período de tempo. Apesar disso, com a evolução dos estudos na área da medicina, novas formas de tratamento surgiram e muitas moléstias deixaram de existir. Sendo assim, pode-se observar que existe uma relação entre o progresso científico e a predominância de determinadas doenças.
O Brasil, por ser um país tropical, é afetado por inúmeras doenças caracterizadas por esse tipo climático. Entre elas destacam-se a Febre Amarela, Dengue, Chikungunya e Zika Vírus. É interessante notar que embora sejam enfermidades distintas, todas são transmitidas por um mesmo vetor, o Aedes aegypti. Esse fato é de suma importância para que sejam desenvolvidas formas de combate eficientes contra essas doenças tropicais. Apesar do controle do mosquito em questão ser extremamente difícil, existem medidas profilácticas que se colocadas em práticas de maneira correta, reduzem as taxas de crescimento do vetor. Essas medidas envolvem sobretudo um rígido controle dos locais de armazenamento de água, dos depósitos domiciliares e também dos locais onde o lixo é descartado.
Assim como as doenças tropicais são um problema de saúde pública, o surto de obesidade e subnutrição que vem afetando todo o mundo nas últimas décadas, tem preocupado cada vez mais os especialistas em saúde. Segundo um estudo publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2018. Em 2025 cerca de 2,3 bilhões de adultos ao redor do mundo estarão com sobrepeso. Apesar desse problema envolver diversos fatores, como predisposição genética, sedentarismo e alimentação desbalanceada, é necessário que os órgãos de saúde intervenham e elaborem medidas que possuam o objetivo de reduzir os índices de obesidade no Brasil. Dentre as medidas, vale ressaltar o aumento na acessibilidade de alimentos nutritivos e a redução da publicidade alimentar voltada para as crianças.
Portanto, para que as epidemias sejam combatidas no Brasil, é necessário que o Ministério da Saúde, Educação e Economia atuem de maneira conjunta. A curto prazo, é necessário que haja um investimento em propagandas que conscientizem a população sobre as medidas de prevenção, tanto de doenças tropicais como também da obesidade. A longo prazo, é de suma importância que haja um investimento na produção científica do país, no acesso a alimentos mais saudáveis e em um controle de vacinação maior. Dessa forma, tanto as doenças tropicais como a obesidade serão combatidas e gradativamente o Brasil superará esses problemas.