Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 22/06/2020

A revolução industrial contribuiu para o processo de urbanização, favorecendo um grande fluxo de pessoas nas cidades. No entanto, a inserção dos indivíduos nas zonas urbanas não foi acompanhada, proporcionalmente, da melhoria em saúde e infraestrutura urbana, favorecendo o surgimento de epidemias. Sendo assim, problemas como a falta de saneamento básico e acesso à água potável são desafios a serem superados para prevenção e controle de doenças.

Primeiramente, a dengue é um exemplo de doença epidêmica transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, que se reproduz rapidamente em condições de água parada e esgotos. Nesse sentido,  o tratamento adequado da rede de esgotos e coleta de lixo pode reduzir a transmissão da doença. No entanto, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (2018), cerca de 100 milhões de brasileiros não possuem acesso ao saneamento básico. Dessa forma, sem dispor de uma infraestrutura adequada para garantir a qualidade de vida a população brasileira está constantemente exposta ao surgimento de epidemias.

Outrossim,  a falta de orientação e o modo de vida precário da população no Brasil são, também, fatores que impedem o sucesso no controle de epidemias. Nessa conjuntura, muitas doenças infecciosas, como a gripe, são transmitidas pela não higienização das mãos. Contudo, muito brasileiros vivem em condições precárias e não dispõe de itens primordiais à saúde, como por exemplo a água. Logo, de acordo com o Instituto Trata Brasil aproximadamente 35 milhões de brasileiros não usufruem de água potável e assim as orientações fundamentais de cuidados com a saúde não podem ser empregadas. Dessa maneira, a população de baixa renda apresenta dificuldades em colocar em prática ações que visam prevenir o surgimento e transmissão das epidemias.

Diante do exposto, medidas devem ser implementadas para garantir a saúde da população. Com isso, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com o Ministério das Cidades, devem realizar ações para desenvolvimento de infraestrutura e para prevenção de doenças. Para isso, devem captar mais recursos humanos para que seja possível aumentar o número de pontos de coletas de lixo pelas cidades, além de elaborar cartilhas de educação sanitária contendo orientação do descarte correto do lixo e a importância da reciclagem. Assim, a sociedade terá acesso a orientação e  aos recursos necessários para prevenir doenças e aumentar a qualidade de vida.