Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 30/06/2020
Ao longo da história brasileira diversas dificuldades são encontradas no que concerne ao acesso à saúde pública. Dentre as quais, destaca-se, a má qualidade no atendimento, o desvio de verbas e a falta de uma maior assistência governamental. A vista disso, foi criado em 1953, durante o governo de Getúlio Vargas, o Ministério da Saúde que é responsável pela organização e elaboração de planos voltados à promoção, prevenção e auxílio à saúde dos brasileiros. No entanto, na realidade brasileira muitas famílias ainda buscam por um atendimento adequado aos serviços médicos públicos ofertados. Dessa forma, urge a aplicação de medidas de amparo ao acesso de saúde pública de qualidade para o melhor tratamento de epidemias no Brasil.
Em primeira análise, ressalta-se que a Constituição de 1988 garante que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Entretanto, essa garantia ainda não se efetiva na prática, devido a desafios como ineficiência governamental no que tange ao setor de saúde pública. Em 1988, com a instauração do Sistema Único de Saúde (SUS) - que fundamenta-se em proporcionar acesso universal ao sistema público de saúde - efeitos positivos foram alcançados pela saúde pública do Brasil. Todavia, o sucateamento e desvalorização desse sistema, derivados da falta de financiamento, resultaram na ineficiência do mesmo, afetando diretamente a parcela de 75% dos brasileiros que dependem do SUS. Destarte, o governo deve promover melhorias que venham suprir as necessidades do sistema para que a população receba atendimento adequado.
Ademais, o desvio das verbas direcionadas ao setor da saúde prejudicam ainda mais as atividades e a manutenção do mesmo. Paralelo a isso, a precariedade do sistema de saneamento básico nas diferentes regiões do país torna a população mais propícia a sofrer com a contaminação de doenças, acarretando uma superlotação nos setores de saúde. Citando caso análogo, até 11 de abril deste ano, um boletim epidemiológico do Ministério da Saúde contabilizou que os casos de Dengue no país só é 4% a menos do que no mesmo período de 2019. Diante disso, é imprescindível a atuação estatal para preparação do setor de saúde pública visando o desenvolvimento deste para oferecimento de devida assistência ante a epidemias ocorrentes no país.
Em síntese, faz-se necessária a intervenção do Ministério da Saúde na elaboração de políticas eficazes e imediatas, como para a manutenção dos centros e compra de equipamentos essenciais, e em conjuntura os estados e municípios aplicá-las em seus territórios, de acordo com as necessidades específicas, tornando o país mais preparado para combate perante epidemias. Para mais, deve existir uma política de fiscalização a fim de evitar o desvio das verbas direcionadas ao setor da saúde pública.