Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 19/06/2020
Na Idade média, em meados do século XIV, a Europa foi assolada por uma epidemia que resultou na morte de mais de 75 milhões de pessoas, a Peste Negra. Os principais motivos que potencializaram a doença foi a falta de higiene e de informação. Embora o fato citado tenha acontecido a cerca de 600 anos atrás, o Brasil ainda convive com um cenário semelhante ao daquela época. Ano após ano milhares de pessoas morrem no país devido a enfermidades que poderiam ser evitadas ou por vacinas ou por outra medida de prevenção. Nesse âmbito, é necessário avaliar os fatores que favorecem esse problema e encontrar uma maneira de saná-lo.
Em primeiro plano, evidencia-se que a falta de informação é um fator crucial para propagação de enfermidades na sociedade, um exemplo disso são os grupos antivacinas, movimento composto por pessoas que se recusam a tomar vacina, alegando que isso seria um instrumento de manipulação da indústria farmacêutica. Em contrapartida, dados divulgados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) apontam que a vacina é responsável por evitar de 2 a 3 milhões de mortes por ano, atualmente. Ou seja, por desinformação ou medo, as pessoas criam um ambiente propício para a proliferação de doenças e epidemias, pois algumas doenças só podem ser evitadas por meio da vacina.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de saneamento básico em algumas regiões do Brasil. Dados divulgados pelo Instituto Trata Brasil apontaram que somente 53% tem acesso a coleta de esgoto. A título de exemplificação, uma das causas para a propagação em massa da Peste Negra eram as ruas eram geralmente imundas, com animais vivos de todo tipo e abundantes parasitas, facilitando a propagação de doenças transmissíveis. Portanto, cabe ao governo realizar maiores investimentos na limpezas das ruas, no descarte adequado do lixo e no tratamento de esgoto, com o objetivo de lidar com as epidemias em geral no país.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para evitar que mais pessoas morram em decorrência dessas doenças. Visto que parte do problema é devido a desinformação, cabe às escolas, promover a conscientização aos alunos, desde o ensino básico por meio de palestras, sobre o quão importante são as medidas de prevenção para evitar doenças. Para o público em geral, o Ministério da Saúde em parceria com algum canal de televisão, poderia promover programas de curta duração, informando medidas preventivas, as consequências que as doenças podem trazer. Além disso o Ministério do Desenvolvimento Regional por meio de uma maior destinação de verbas, investir mais amplamente no sistema de saneamento básico em todo o país para, assim, evitar a proliferação de doenças e epidemias.