Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 19/06/2020
Durante a Idade Média, a Europa enfrentou uma intensa epidemia de peste negra, que dizimou um terço da população local. Entretanto, tal contexto caótico na saúde pública é recorrente no Brasil contemporâneo, uma vez que o sistema elaborado pelo governo é falho e a sociedade é inconsciente das consequências da falta de controle das doenças.
Inicialmente, é primordial ressaltar que, apesar do Sistema Único de Saúde proporcionar tratamentos gratuitos, os órgãos públicos não investem de maneira efetiva nos hospitais e postos de saúde, visto que há inúmeros enfermos desprovidos de atendimento médico, principalmente em epidemias. Essa realidade de ingerência transcende a ficção, como é observada no filme ‘‘Uma Noite de Crime’’, cujo enredo retrata um cenário conturbado, semelhante ao brasileiro, principalmente no âmbito da saúde, devido à inoperância estatal. Assim, como consequências da ineficiência citada, vislumbra-se o crescimento do número de doentes e, até mesmo, de óbitos, e a perpetuação das epidemias no território acional, como é o caso da dengue.
Ademais, a população, alienada, não considera importante o seu papel na reversão da realidade, permanecendo neutra diante das crises na saúde. Dessa forma, conforme o sociólogo Auguste Comte, é necessário ‘‘ver para prever, a fim de prover’’, ou seja, a nação deveria participar ativamente no combate às doenças, para evitar o seu alastramento e estabilizar a situação do país. Por conseguinte, caso a sociedade seguisse o modelo comtiano, seria possível visualizar um melhor bem-estar social , seguido de uma redução na intensidade das pandemias e a erradicação de doenças.
Portanto, diante dos argumentos supracitados, a questão da saúde pública no Brasil deve ser resolvida com urgência. Para que isso ocorra a Secretaria Especial de Comunicação Social deve transmitir, por meio da criação de propagandas educativas veiculadas por folhetos chamativos e dinâmicos, a mensagem de que é essencial contribuir na luta contra as epidemias, realizando as medidas profiláticas necessárias para evitar que o número de enfermos multiplique-se. Dessa maneira, a sociedade, anteriormente alienada, terá conhecimento sobre o tema e, de forma conjunta com o governo, agirão corretamente em busca do equilíbrio.