Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 19/06/2020
Na natureza, existem tanto doenças em casos isolados quanto em contexto de epidemia. Nelas, os danos são mais graves à saúde pública, pois atinge uma coletividade que frequentemente sofre pela falta de infraestrutura que possa fornecer uma resistência adequada aos males epidemiológicos, como ocorre no Brasil. Pensando nisso, faz-se necessário o desenvolvimento de estratégias de controle preventivo de patologias. Já que normalmente é mais prático e economicamente viável que remediar.
Embora o plano preventivo de pandemias seja comumente efetivado a longo prazo, por depender da conscientização populacional, é um caminho compensatório. Afinal, em momento de remediação, certamente é desafiador para os profissionais da saúde enfrentarem casos clínicos em larga escala. Sobretudo, quando se trata de doenças altamente infecciosas dotada de sintomas graves, como a covid-19. Esta que é transmitida por um vírus que exerce sua contaminação mediante o ar. Vale ressaltar, que se tem como uma das causas da ineficácia de enfrentamento de doenças em larga escala no Brasil, o fato de que é possível encontrar discursos que defendem a prevalência da economia acima da vida. No sentido de negligenciar as recomendações da OMS para manter o isolamento social e visar a circulação de capital. Essa defesa ganha força por diversas vezes vir de autoridades.
Assim sendo, faz lembrar dos dizeres do provérbio indígena “só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não se come dinheiro”. Nesse raciocínio, é prejudicial para a humanidade o fanatismo ao bens materiais em detrimento do bem maior que é a vida. Esta após ser reconhecida como valor prioritário pelo governo, incumbe a ele incentivar a sociedade ao cumprimento das medidas e prevenção por meio do fornecimento dos instrumentos necessários e adoção do comportamento pertinente à quarentena. Afinal, será sempre mais benéfico prevenir que remediar. Ainda mais quando se trata de doença fatal. Com tal comprometimento é possível reduzir os impactos de uma pandemia ao mínimo, tendo como consequência menor mortandade.
Destarte, é preciso que o Poder Público, mediante o presidente da república, edite Medida Provisória com seus requisitos de relevância e urgência preenchidos, para que sejam destinados recursos materiais para auxiliar na luta contra qualquer calamidade na saúde pública. Tanto quanto, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com hospitais privados, disponibilizar ambientes para atendimento e tratamento contra agente patogênicos. Importante também os Estados, por meio do seu respectivo governador, decretar isolamento social e divulgação de sua necessidade nas mídias de grande circulação com intuito de prevenção. Assim, certamente estará erguida plena resistência.