Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/06/2020
No livro “A peste”, de Albert Camus, é retratada a trajetória de uma doença que surge em uma cidade da costa argelina. Nesse viés, a narrativa foca no médico Reiux, que tenta combater o vírus sem obter êxito, a doença se alastra e acaba matando milhares de pessoas. De maneira análoga à história fictícia, o Brasil vem sofrendo com epidemias por conta de dois fatores: falta de orientação e descaso por parte da população, que como consequência, causa o surgimento de novas epidemias.
Mormente, a negligência populacional está intrinsecamente conectada ao aparecimento de epidemias no Brasil. Ora, nesse sentido, a Revolta da Vacina foi um movimento de pessoas civis que resistiam à obrigatoriedade da vacina anti-varíola, a rebelião aconteceu em 1904, no Rio de janeiro. Logo, frente ao fato histórico supracitado, nota-se que historicamente a população brasileira tende a não se prevenir de doenças, o que recentemente fez com que houvesse epidemias de microcefalia, zika vírus, dengue e entre outras doenças, o que revela imensuráveis lacunas e diversos desafios na saúde pública no Brasil que necessitam ser sanados de forma quase imediata.
Consequentemente, na última década houve um crescimento exponencial de doenças consideradas erradicadas na república federativa do Brasil, o que fez emergir novas epidemias. Desta forma, sob tal ótica, segundo o Ministério da Saúde, em 2015 o Brasil teve aproximadamente mil e trezentos casos de microcefalia, recentemente o mesmo órgão divulgou que nos primeiros vinte dias de 2020 foram diagnosticados trinta mil casos de dengue no país. Com isso, diante dos escabrosos dados citados anteriormente, torna-se notório que estão acontecendo diversas epidemias no Brasil em paralelo, esta problemática mostra que o país não sabe lidar com ondas de doenças em massa e que providências devem ser tomadas para evitar maiores catástrofes.
Em síntese, medidas são necessárias para que o Brasil saiba lidar e tratar epidemias. Para que a população tenha consciência do problema, urge que o Ministério da Saúde equipe o Sistema Único de Saúde (SUS) com melhores equipamentos e infraestrutura, por meio de patrocínio estatal, assim os hospitais e postos de saúde terão condições de tratar os doentes, com essa atitude o sistema não irá ficar sobrecarregado e mais pessoas serão salvas. Somente assim, o quadro atual será resolvido, evitando que aconteça um caso semelhante ao narrado em “A peste” de Albert Camus.