Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 20/06/2020

Sabe-se que a chegada dos colonizadores trouxe inúmeras mudanças à vida dos povos nativos, dentre elas novas doenças, desde então iniciou-se uma luta contra um inimigo invisível e esta batalha perdura até os dias atuais. As afecções desafiam e assombram a humanidade, e a desinformação agrava ainda mais tal panorama, à medida que dificulta o diagnóstico, tratamento e prevenção com as patologias. Paralelamente, o uso da medicina remediativa em vez de preventiva dificulta o tratamento em massa o que causa o espalhamento do problema.

Cabe abordar que as epidemias podem ter um efeito tão mortal quanto as guerras, acentuado pela batalha contra um adversário oculto. Ao longo da história diversas pestes assolaram a humanidade e por isso foram iniciadas pesquisas visando controlar tais episódios, no Brasil. Porém existe incompreensão prejudicial, pois faz com que a população se revolte contra medidas que visam apenas preserva-la, como pode ser exemplificado pelo episódio da Revolta da Vacina, quando a imunização era essencial para controlar uma crise sanitária e a população sentindo-se violada em seus direitos, foi contra a vacinação compulsória. Analogamente, pode-se dissertar sobre a dengue, que vem à anos abalando o país e poderia ser evitada com medidas simples de combate ao mosquito. Sendo assim, a orientação é uma forte arma para o combate.

Todavia, o Sistema Único de Saúde é um forte aliado dos brasileiros contra as enfermidades, já que é gratuito e para todos, como previsto pela Constituição Federal de 1988. Um sistema de saúde é uma importante ferramenta para a melhora da qualidade de vida e aumento de sua expectativa, porém esta seria otimizada com a implantação da medicina preventiva, sendo mais eficiente em cenários epidêmicos, já que de acordo com Gastão Wagner, presidente da ABRASCO, a atenção primária a saúde promove saúde e prevenção, reduz substancialmente o número de internações, quando o APS é eficiente ele consegue resolver 85% das necessidades da saúde no território. A melhora da saúde no país faz com que este fique menos propenso a crises causadas por patógenos altamente infecciosos.         Diante desse cenário, medidas são necessárias para evitar afecções. O Ministério da Saúde com a colaboração da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, deve investir na otimização do SUS, tendo como princípio de ação a medicina preventiva, com objetivo de reduzir crises sanitárias e de saúde. Ainda, cabe ao Ministério da Educação em parceria com órgãos, de saúde e comunicação, promover campanhas de conscientização e orientação sobre patologias; com a ampla divulgação e com devidos cuidados, é possível lutar contra o inimigo invisível, tornando-o impotente frente a união em prol da saúde coletiva.