Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/06/2020
A Constituição Federal, de 1988, prevê a todos os cidadãos o direito a segurança, urbanização e saúde. No Brasil, entretanto, a falta de urbanização das áreas periféricas das cidades permitem que casos de doenças epidemiológicas aumentem, o que representa uma afronta a condição humana. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas, consequências e possível medida de intervenção relacionada a esse fenômeno.
“Tira os pobre do centro, faz um cartão postal”, esse é apenas um dos versos da musica “Eu só peço a Deus” (Inquérito) que retrata o processo de urbanização do pais nos seculos XIX e XX. A higienização das cidades iniciou-se no Rio de Janeiro colocando as pessoas de classes sociais mais baixa para as zonas mais periféricas, surgindo assim as favelas com graves problemas sociais. Essa condição revoltante é uma dos principais fatores para o surgimento de doenças como a dengue e zica-vírus nas grandes metrópoles.
Segundo os especialistas, o mosquito Aedes Aegipty é um dos vetores dessas doenças que se aproveita dos esgotos a céu aberto e de todas as formas de água parada para se reproduzirem e perpetuarem as doenças. Dessa forma, as epidemias se fazem mais presentes nas grandes cidades do país, segundo o ministério da saúde a cidade de São Paulo é a que mais apresenta casos de morte por dengue. Essa condição põe em risco a saúde humana, necessitando urgentemente de uma intervenção.
Portanto, para que as prescrições constitucionais não sejam apenas teóricas, mas se tornem práticas, é necessário uma ação mais organizada do estado. O governo federal deve investir, por meio do ministério do desenvolvimento, em politicas publicas voltadas a urbanização das áreas periféricas das cidades, com o debate entre todas as esferas públicas para o melhor redirecionamento dos recursos federais. Espera-se, com isso, que haja uma diminuição de casos de dengue, zica-vírus, e entre outras epidemias.