Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 23/06/2020

A historia da humanidade é marcada, ao longo dos séculos, por inúmeras epidemias que causaram terror e medo nas populações. Paralelamente, mesmo com diversos avanços conquistados na área da ciência e tecnologia, nota-se uma dificuldade em conter a proliferação de novas e antigas doenças epidêmicas no Brasil. Logo, a falta de investimento e a rejeição dos cidadãos em relação às evidências científicas são desafios a serem superadas para mudar o quadro atual.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o impasse. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é o responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Visto isso, devido à de recursos, muitos municípios ficam sem equipamentos em seus hospitais para poder tratar os pacientes contaminados e, também, para colocar em prática as políticas públicas de saneamento e recolhimento de lixo das ruas que evitariam a proliferação de doenças, uma vez que a falta de higiene é um dos principais contribuintes para a manifestação de epidemias. Cita-se, por exemplo, o acontecimento histórico que ocorreu na Europa da idade média, na qual milhares de pessoas foram infectadas pela Peste Negra, tendo o ambiente caótico das cidades como fator preponderante para disseminação da doença.

Em segundo plano, cabe abordar que a ignorância humana agrava a problemática. De acordo com Carl Sagan, " vivemos em uma sociedade intensamente dependente da ciência e tecnologia, em que quase ninguém sabe sobre ciência e tecnologia". Sendo assim, é preciso ter conhecimento científico para julgar as coisas e não se basear no senso comum, algo que é muito frequente na atualidade e ocorre como nos casos dos movimentos antivacina, fazendo doenças evitáveis como o Sarampo voltar, depois de já ter sido erradicada no ano 2000, conforme os dados do Centro de Controle e Doenças(CDC). Desse modo, diversas vidas são coladas em risco em razão da não aceitação das indicações científicas.

Destarte, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, deve atuar em favor da população, por intermédio de projetos que destinam um número maior de verbas para os municípios , com o objetivo de fazer com que essas cidades tenham uma melhoria no ambiente hospitalar e efetue coletas de lixo diariamente, inibindo a propagação de doenças. Além disso, a sociedade, como conjunto de indivíduos que compartilham valores culturais e sociais, deve atuar em conjunto, por meio de boicotes e campanhas de mobilização, para as pessoas que rejeitam as evidências científicas e são a favor do movimento antivacina sintam-se pressionadas e sejam obrigadas a abandonar essa prática, a fim de prevenir eventuais epidemias.