Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 30/06/2020

Com o advento da colonização brasileira, doenças como varíola e febre amarela, trazidas pelos portugueses, acarretaram epidemias e muitas mortes no Brasil. Análogo a isso, a precária saúde pública e consequente onda epidêmica é um grande desafio ainda hoje. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de acesso da população à informação confiável e verídica quanto da falta de recursos destinados à saúde pública.

Em primeiro plano, o desconhecimento de dados confiáveis por parte dos cidadãos é um preocupante entrave na saúde pública e agravante de epidemias no Brasil. Sob esse prisma, o escritor José Saramago em sua obra “ensaio sobre a cegueira” realiza críticas incisivas, através de metáforas, à falta de posicionamento dos cidadãos no que diz respeito às questões que afligem a esfera civil. Nesse sentido, nota-se que o acesso à informação de qualidade sobre medidas de prevenção e tratamento de doenças é de suma importância, pois é capaz de mitigar os problemas expostos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Em segundo plano, cabe salientar a falta de recursos destinados à saúde pública como precursora da problemática. Segundo o artigo 6º da Constituição Brasileira de 1988, a saúde é um dos direitos sociais, no entanto, não há plena realização desse direito na prática, visto que a verba direcionada é insuficiente para fomentar a existência de uma saúde pública igualitária e de qualidade. Ademais, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que os escassos recursos para a saúde pública contribuem para esse quadro distópico.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os desafios na saúde pública, como as epidemias, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, seja revertido em campanhas que visem informar sobre prevenção, sintomas e tratamento de doenças através de palestras, organização de eventos e panfletos para que a população se torne inteligível, tendo acesso à informações verídicas e assim doenças não se tornem epidemias. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da problemática.