Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 30/06/2020

Ao decorrer de todo o tempo histórico a sociedade é assolada por doenças, que em escalas epidêmicas e pandêmicas provocam grandes mudanças estruturais na sociedade, as que possuem o maior nível de transmissão e facilidade de contágio como é o caso das provenientes de vírus e bactérias, por sua grande capacidade mutagênica são até hoje um grande desafio para o homem. Tomando como exemplo, a Gripe Espanhola século passado e outro mais contemporâneo, o Covid-19. O Brasil destaca-se ao atravessar esses períodos, sendo um país populoso de dimensões continentais que até a contemporaneidade sofre com a falta de incentivos a pesquisas cientificas, baixa estrutura hospitalar, apesar da alta demanda, intensificando problemas sanitários, ou seja, que afetam diretamente a saúde da população brasileira.

Os avanços científicos e tecnológicos se mostram como grandes aliados em combate à doenças, tendo clara importância e necessidade por todo o globo; infelizmente, o Brasil ainda se apresenta tímido em seus investimentos nessa esfera, acarretando diversos prejuízos.

A questão de planejamento e antecipação das necessidades de uma população pode ser decisiva ao salvar vidas, ou seja, torna-se indispensável a construção de hospitais com boas estruturas de atendimento, em âmbito nacional o que é ofertado à saúde da população se mostra insuficiente, atingindo de maneira avassaladora grupos socioeconômicos menos privilegiados; esse movimento que não favorece o bem-estar social vai contra a Constituição Federal de 1988, onde apresenta a saúde como direito de todos e dever do Estado.

O biólogo Carlos Chagas liderando a campanha de combate a Gripe Espanhola no Brasil, mostrou apoio à pesquisas cientificas e implementação de hospitais a população, como uma questão óbvia de controle da doença.

Tendo em vista  a superação de problemas epidêmicos no Brasil, fica ao poder da União incentivar a ciência por meio de sua valorização e apoio econômico, além da construção e manutenção de hospitais e postos de atendimento por toda a extensão nacional com ajuda da esferas estaduais e municipais, pela intensificação do Sistema Único de Saúde, mostrando sua capacidade de atender as necessidades da nação, amenizando, por tanto, até mesmo disparates sociais na saúde.