Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/06/2020
O Sistema Único de Saúde (SUS), é uma política pública brasileira que atende todos os indivíduos dentro do território brasileiro, independente de nacionalidade, classe social, raça ou gênero. Entretanto, ao longo dos anos, nota-se que há cada vez mais uma precariedade nesse sistema. De modo que, a desqualificação da saúde pública juntamente com a desigualdade social, gera uma maior dificuldade para controlar epidemias no país.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, é recomendado 4 leitos pra cada mil recém-nascidos, dentro do SUS esse número cai para 1,5. Portante a falta de leitos é um problema evidente, que ocasiona no aumento do tempo de espera e em números maiores de pessoas do que o suportado dentro dos leitos, assim por consequência uma maior dispersão no caso de doenças contagiosas, podendo ocasionar em uma futura doença epidemiológica. Também existe o desvio de verbas para essas instituições, interferindo na qualificação estrutural e profissional, logo uma má gestão impossibilita qualquer tentativa de avanço.
À medida que a desigualdade social no Brasil aumenta, afeta diretamente a desigualdade na saúde. Visto que, as populações mais pobres necessitam trabalhar por mais horas, não tendo tempo para ir à consultas periódicas. Além de muitas vezes não ter uma boa qualidade na moradia, como falta de saneamento básico, deixando essa população mais vulnerável a possíveis doenças. E muito menos condições de pagar um plano de saúde, já que o sistema público, não funciona como deveria.
Dessa forma, é preciso um maior investimento no SUS, como a qualificação de profissionais tanto da saúde quanto do setor administrativo. Também uma maior fiscalização nas verbas disponibilizadas para esses locais. Logo, uma saúde pública de maior qualidade, com equidade primeiramente, para depois uma igualdade, poderá diminuir de um setor, pelo menos, a desigualdade no país e gerando um maior controle em casos de epidemias.