Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/06/2020
O Brasil é um país tropical, com altas médias pluviométricas e altas taxas de reprodução de mosquitos e insetos transmissores de doenças, o que leva a discussões sobre os desafios de lidar com epidemias. Nesse sentido, a ineficiência do saneamento básico brasileiro, assim como a pouca divulgação de informações resultam em surtos de doenças.
É importante, a princípio, compreender como a falha no sistema sanitário corrobora a disseminação de patologias. De acordo com sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o Brasil é um país segregacionista e desigual, portanto, o acesso ao saneamento básico é pouco democrático. Nesse contexto, os bairros periféricos apresenta deficiências no setor sanitário, o que propicia o acúmulo de água, esgoto e outros dejetos que possibilitam a disseminação de vetores transmissores de doenças, por exemplo o Aedes Egypth que pode contaminar pessoas com os vírus da dengue e zika. Desse modo, a superação da desigualdade de acesso ao saneamento básico é fundamental para combater as epidemias.
Em segunda análise, cabe retratar a ineficiência governamental na divulgação de dados sobre as doenças. Segundo a lei de acesso à informação, é papel do Governo publicar informações de utilidade pública. Porém, no contexto brasileiro, essa norma não é efetivada e poucas pessoas tem conhecimentos a respeito de meios de prevenção de doenças, já que, a divulgação desse tipo de informação é ineficiente no Brasil. Nessa perspectiva, muitos brasileiros não aderem a práticas preventivas, o que dificulta o controle sobre as taxas de contaminação e torna mais difícil combater os surtos das doenças. Desse forma, a divulgação de dados é essencial para diminuir os índices de infecção e combater as epidemias.
Em virtude dos fatos mencionados, evidencia-se a importância de combater as epidemias. À vista disso, os governos municipais devem democratizar o acesso ao saneamento básico, por meio da expansão das áreas englobadas na atuação desse setor, como na construção de redes de esgoto em bairros periféricos, a fim de aprimorar a atividade do sistema sanitário e combater as epidemias. Além disso, o Ministério da Educação deve expandir a divulgação de informação, por intermédio de propagandas nas redes sociais, para que se intensifique as medidas preventivas e, então reduzir a disseminação de doenças no Brasil.