Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 01/07/2020

Igualdade e Saúde

Entender uma epidemia como tão somente um fator biológico é insuficiente. Há uma série de questões sociais para se considerar, como a questão das periferias onde até mesmo o saneamento é precário. Ou também, com o movimento anticiência, crescido no final da última década. Atender as necessidades de indivíduos tão divergentes entre si, seja por classe econômica ou até mesmo costume, representa um desafio constante ao tratar de um problema coletivo, e os que mais sentem são os que menos tem acesso.

O Sistema Único de Saúde, conhecido popularmente como SUS, apesar de representar um marco universal na saúde pública com toda a sua complexidade e assistência para uma parte muito significativa na população brasileira, é algo extremamente recente. Sua origem data da Constituição Cidadã de 1988, promulgada por Ulysses Guimarães. Por sua juventude, é possível compreender os desafios do SUS em assentar um sistema funcional e assertivo de saúde para uma território extenso e tão plural.

Na situação atual, devido a pandemia do COVID-19, agravaram-se os problemas já pré-existentes. A taxa de desemprego cresceu para aproximadamente 13% segundo pesquisas do IBGE no ano de 2020. O país passa por um crise econômica e também política com a instabilidade entre os ministros e opiniões muito heterogêneas na sociedade em geral, expressadas em manifestações tanto a favor quanto contra o governo. E isso será refletido na saúde.

Desse modo, tratar a saúde como espaço isolado de outros fatores, torna o combate à doenças ineficiente. As generalizações afetam o controle das epidemias. Para manter a qualidade de vida de uma população, precisa-se, antes de tudo, conhecer suas necessidades. Se é um lugar com muitas secas ou com enchentes, se falta atendimento. Assegurar a igualdade, também será uma forma de assegurar a saúde.