Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 22/06/2020
No ano de 1919, logo apos a primeira guerra, desenvolveu-se no mundo uma das mais terríveis pandemias de toda a história. Esse mal foi causado por um vírus de nome científico H1N1 e gerou na população da época mais perdas e danos que a angustiante guerra. Do mesmo modo, quando se observa a realidade contemporânea, verifica-se que os desafios da saúde pública no Brasil e o seu modo errado de lidar com o surgimento de epidemias está diretamente relacionado à falta de atuação do Estado junto ao baixo conhecimento das pessoas sobre o tema. Diante dessa perceptiva, devem ser avaliados os fatores que favorecem esse quadro, de modo a garantir os meios para solucioná-lo.
Precipuamente, é fulcral pontuar que os problemas enfrentados pela rede hospitalar pública deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de saúde eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no desenvolvimento de epidemias como a dengue, zika virus e sarampo. O que certamente é um absurdo, pois todos os anos surtos epidêmicos causam medo e morte na população, desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal urgentemente.
Ademais, é imperativo ressaltar o desconhecimento dos riscos da não vacinação por parte dos indivíduos como promotor do problema. Consoante ao sociólogo alemão Dahrendorf, no livro “A lei e a ordem”, a anomia é uma condição social em que as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam a sua validade. De forma similar a esse pensamento, nota-se que, por conta dessa falta de conhecimento, o meio social encontra-se em estado de anomia, haja vista que a falta de discernimento sobre o tema influencia o desenvolvimento e aceitação de movimentos irracionais como o antivacina. Enfim, tudo isso retarda a resolução do empecilho, uma vez que a incompreensão sobre os riscos da não vacinação representa um desafio e contribui na perpetuação desse quadro deletério.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Destarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se de que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido na melhoria do sistema único de saúde (SUS) e na realização de campanhas publicitárias e palestras em escolas e universidades. Tais debates serão realizados por meio de entrevistas com especialistas no assunto, tendo como foco demonstrar a importância de realizar medidas profiláticas e da vacinação no combate e controle de doenças. Concluindo, essas preleções devem ser fornecidas ao povo por via da mídia e das redes sociais, com o proposito de sanar eventuais dúvidas e trazer mais lucidez sobre o assunto.