Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 22/06/2020

Segundo a Constituição do Brasil de 1988  “A saúde é direito de todos e dever do estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doenças e de outros agravos". Diante disso, o retorno de doenças que já foram erradicadas  como o sarampo, prova a existência de uma negligência governamental em por esses direitos na prática. Nesse sentido, para que haja a mitigação de epidemias é necessário analisar certos fatores como o combate aos vetores de forma ineficiente e a desvalorizção das universidades e centros de pesquisa.

Mormente, é indiscutível que a vacinação é o principal meio de proteção a diversas patologias, ainda assim algumas pessoas se recusam a tomá-las. A Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro, foi ocasionada em razão da falta de explicação por parte do governo em relação aos projetos de saneamento e vacinação os quais ocorreram  de forma autoritária. No cenário  hodierno, percebe-se ainda que existe uma falta de diálogo entre o Estado e a população, o que resulta no aumento de movimentos antivacina que geram retorno de epidemias. Sob essa óptica, tal quadro poderia ser inibido se houvesse educação de qualidade, principalmente na região norte onde tem grande concentração de vetores de doenças, pois por meio das escolas as crianças poderiam tomar as vacinas, ter conhecimento de seu fucionamento e ajudar no combate aos vetores.

Em segundo plano, o descaso do Estado com as universidades brasileiras faz com que essa problemática persista. De acordo com Auguste Comte, filósofo que fundou os ideais positivistas, a formação e o aprimoramento de tecnologias é capaz  de promover o progresso da sociedade. No entanto, cortes de verbas em pesquisas e nas universidades, como ocorrido em 2019, impedem que esse progresso seja alcançado. Nesse sentido, a construção de vacinas  como a da dengue, é dificultada não somente porque deve-se criar quatro sorotipos diferentes, mas também pela falta de investimento do Estado, o que retarda o seu acesso para a população  perpetuando o seu aparecimento anual e a morte de milhares de pessoas quando se alcança sua fase hemorrágica.

Portanto, subterfúgios devem ser criados para que haja a atenuação de epidemias no Brasil. Logo, é fulcral que o Ministério da Ciência e Tecnologia invista nas universidades, principalmente na área de biotecnologia, e em institutos de pesquisa como o Butantan, por meio de um planejamento econômico, para que se possa criar vacinas , como a da dengue, e formular meios alternativos de combate aos vetores para todo o país como a técnica do inseto estéril. Ademais, os meios midiáticos, por  intermédio dos telejornais , devem apresentar os meios de combate aos disseminadores das doenças para que as pessoas possam se proteger de forma individual. Dessa forma, as epidemias poderão ser erradicadas.