Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 21/06/2020

O Brasil, apesar de possuir um programa de imunização reconhecido mundialmente e apresentar reformas sanitárias eficientes ao londo de sua história, sofre com epidemias recorrentes, inclusive de doenças classificadas como erradicadas. As causas de ainda apresentarmos tais mazelas, já estudas pelo meio científico e conhecidas por todos, e o ressurgimento de surtos de doenças que há anos não se via, é uma incógnita a ser abatida.

No contexto atual, os perigos da disseminação do mosquito Aedes aegypti, muito conhecidos pelos brasileiros, ainda encontra lacunas favoráveis à surtos todos anos em todo o território nacional. De acordo com dados sanitários disponibilizados pelas Secretarias da Saúde, a disseminação do mosquito transmissor de dengue, zica e chicungunha, tem como seu maior nascedouro o acúmulo de água presente em lixos descartados irregularmente. Diante disso, é inacreditável como a população descuida -se de uma tarefa tão básica e como o poder público local não dá conta de impedir tais irregularidades e fiscalizar locais como os fundos de vale.

Consoante a isso, observa-se o reaparecimento do sarampo, até então possuíamos certificado de erradicação entregue por órgãos mundiais de saúde pois havíamos cessados surtos autóctones em território nacional desde o início dos anos 2000. O Ministério da Saúde brasileiro especula que esses novos casos surgiram devido à imigração de venezuelanos, país que exibia estado de epidemia. Por outro lado, o Brasil já havia alcançado a taxa de 95% de imunização, que, de acordo com a OMS (Órgão Mundial da Saúde), garante proteção ao patógeno, portanto, essa situação expõe o perigo do decaimento porcentagem. Logo, deparamo-nos com a mesma intolerável premissa da falta de conscientização e educação da população, nesse caso, quanto a importância do calendário de vacinação.

Nesse sentido, a fim de que possamos abater toda e qualquer ignorância no que tange a saúde, cabe às esferas públicas em consonância a comunidade, não apenas sensibilizar por meio de divulgações de propagandas nas mídias como já é feito todos os anos e, facilmente observado que, não surte efeito duradouro, mas implementar um programa educacional que entregue conhecimento sobre saúde pessoal e pública, medidas sanitárias, imunização, entre outros. Além disso, reforçar o programa governamental de Saúde da Família, através de mais investimentos e profissionais de várias especialidades com atendimento multidisciplinar, para desse modo alcançarmos toda a comunidade, pessoas de todas as idades e condições físicas e sociais.