Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 30/06/2020

Com a propagação do Coronavírus pelo mundo, líderes globais viram a necessidade de tomar medidas para conter a propagação da doença. No Brasil a situação não é diferente. Diante dessa realidade pandêmica, deficiências no que se refere à saúde pública do país foram expostas e uma das maiores preocupações que têm assolado o brasileiro é a de como lidar com epidemias. A falta de informação da população e recursos insuficientes do Sistema Único de Saúde (SUS) são alguns dos problemas, mesmo que este seja referência em saúde pública no mundo.

Em primeiro plano, vale ressaltar que, o SUS proporcionou o acesso universal ao sistema público de saúde, sendo um direito de todos os brasileiros. Nesse contexto, de acordo com matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, o SUS é referência internacional em saúde pública apesar das dificuldades. Porém, o subfinanciamento do governo faz com que o aplicado em saúde seja pouco para tratar as demandas de todos os brasileiros e, consequentemente, haja má qualidade no atendimento, uma vez que estes podem ser feitos até nos corredores dos hospitais pela falta de macas e leitos. Esse quadro foi visto no tratamento da Covid-19, que superlotou UTIs pois o país não estava preparado para lidar com um quadro de pandemia.

Além disso, a desinformação da população sobre os meios de prevenção e de como lidar com as doenças, agravam os problemas que uma epidemia pode trazer. De acordo com Confúcio: “Se queres prever o futuro, estude o passado”. Esse princípio pode ser visto na Revolta da Vacina em 1904, que devido à vacinação obrigatória e a falta de conhecimento da população sobre o que viviam, levaram à um motim. Analogamente, No Brasil atual, os governantes não dispõem de preparo para fornecer informações concretas aos cidadãos sobre como evitar uma epidemia e dão espaço à fake news e ao obscurantismo que atrapalha a tomada de medidas corretas para conter os avanços de uma doença.

Por tudo o que foi visto, torna-se imperativo que medidas sejam tomadas, a fim de minorar os impasses apresentados. Cabe ao Ministério da Saúde destinar uma quantia referente a 30% dos seus recursos mensais, para investir em saúde preventiva, como o PSF (Programa de Saúde da Família), para que toda a equipe de saúde saiba prever, monitorar e tratar os pacientes em fase inicial de doenças, evitando superlotação de hospitais e deixando-o apenas para casos graves. Também cabe ao Ministério das Comunicações criar uma equipe especializada em repassar informações à população através das grandes mídias, sobre medidas que evitam quadros epidêmicos e como agir diante deles. Assim, o Brasil estará bem preparado e seguro.