Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 21/06/2020
A constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos do amplo acesso ao sistema de saúde do país. No entanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o contato com a saúde - no que tange aos casos epidemiológicos - não se encontra efetivado na sociedade nacional. Dentre tantos fatores relevantes, destacam-se: a grande vastidão territorial brasileira e a pluralidade socioeconômica e cultural da população.
Em primeira analise vale destacar que, segundo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo o que a educação o faz dele”, portanto, depreende-se que, a grande diferença educacional e econômica da população, pode, de certa forma, criar lacunas entre os mesmos. Tal como, ocorrido no estado do Rio de Janeiro, a revolta da vacina, onde os revoltosos se negavam a cooperar com os agentes de saúde, alegando que as vacinas tinham a finalidade de matar os pobres.
Por outro lado, o Brasil possuindo uma extensão territorial de mais de 8 milhões de quilômetros quadrados, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fato esse que, junto a sua posição geográfica no globo, permite a diversidade climática. Dessa forma, dificultando a logística de trabalhos do governo em assegurar os direitos básicos de saúde da população e a proliferação de diferentes doenças infecciosas com pré-requisitos climáticos variados.
Portanto, parafraseando Platão em seu texto, “A Alegoria da Caverna”, é necessário que o governo saia da caverna, de sua zona de conforto, investindo por meio do Ministério Público de Saúde na implementação de melhores meios logísticos de combate à epidemias e doenças infecciosas que possam vir a se propagar em grande escala. Paralelamente, precisa-se que, por meio de parcerias com o Ministério da Educação, instrua educadores – especialmente os docentes em sociologia, haja vista o conhecimento cultural inerente a tal curso – a elucidar em suas aulas a importância da participação popular nos projetos governamentais de saúde. Assim, para que posso se tornar possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.