Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 23/06/2020
O conceito de entropia, da Física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das ciências da natureza, no que concerne as epidemias no Brasil, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude do caos presente na questão. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange a questão da problemática, que persiste influenciada pela falta de investimento ao sistema de saúde brasileiro, além da falta de empatia da população.
Em primeiro plano, a ineficiência do Estado em investir na saúde pública restringe a cidadania dos indivíduos. O art. 196 da Constituição Federal prevê que saúde é direito de todos e dever do Estado, entretanto existe uma grande parcela de brasileiros sem acesso à saúde, o que torna o controle das epidemias no país um desafio significativo e que assola cada vez mais nossa população, algo que precisa mudar urgentemente.
Além disso, o assunto epidemias encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é altamente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, principalmente no quesito de propagar informações falsas com propósito para favorecer algo ou alguém, majoritariamente no contexto político, algo infelizmente comum atualmente e que torna a luta contra as epidemias algo ainda mais difícil e lento para todos.
Por tudo isso, faz-se necessária um intervenção pontual no problema. Assim, o Ministério da Saúde e o Estado devem desenvolver ações que revertam a precariedade atual da saúde no Brasil por meio de investimentos nessa área, colocando-a como uma grande prioridade que deve ser resolvida com urgência, além de propagar informações verídicas sobre as epidemias por meio das redes sociais e telejornais. Com isso, espera-se que os brasileiros tenham sua cidadania assegurada e sejam sempre informados de maneira correta, e assim, talvez, seja possível construir um país de que Bauman se orgulharia.