Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 21/06/2020

No livro “Sob pressão”, do médico brasileiro Marcio Maranhão, é retratada a realidade do autor que trabalha contra as adversidades em hospitais públicos no Brasil. Assim como na obra, tal realidade não se mostra distante do cenário de outrora, tendo em vista o descaso na infraestrutura dos hospitais e a defasagem no sistema de saúde, que corroboram com a situação calamitosa da saúde pública no país. Nessa perspectiva, analisar as causas dessa mazela é fundamental para mitigá-la.

A priori, o não investimento em áreas fundamentais funciona como impulsionador da problemática vigente na saúde. Nesse sentido, é indubitável que o pensamento do sociólogo europeu Émile Durkheim encaixa-se na engrenagem supracitada, ao afirmar que a sociedade é como um corpo biológico, em que é necessária a interação entre os órgãos, para um bom funcionamento do corpo. Diante disso, conclui-se que, os entraves na saúde pública decorrem das condutas contraproducentes dos órgãos responsáveis pela coesão na área, que compactuam com a persistência e a desarmonia do corpo.

A posteriori, é importante destacar outro grande problema no Brasil: o sucateamento do sistema de saúde pública. De maneira análoga, o político inglês Clement Attle diz que  a democracia não é apenas a lei da maioria, é a lei da maioria respeitando a minoria. Sob tal ótica, boa parte da população encontra-se privada de muitos benefícios que o sistema de saúde oferece, devido ao atraso na gestão dos recursos e a sobrecarga por ter que abarcar uma demanda muito grande de pessoas, situação que agrava cada vez mais a realidade do país.

Mediante o exposto, é possível extrair que, a fim de atenuar os imbróglios apresentados, é dever do Ministério da Saúde(MS) fomentar o maior investimento e valorização dos profissionais da área, por meio do aumento de verbas destinadas aos salários destes, além de projetos de reconstrução e melhoria das estruturas dos hospitais. Em soma, é necessário que a mídia, em parceria com a sociedade, ampare o extrato desfavorecido, por meio de ONG’s e comitês representativos, com o fito de acolher e atender as necessidades básicas da população. Assim, será possível aprimorar o sistema de saúde, atender integralmente os indivíduos e atenuar paulatinamente o descaso retratado na obra.