Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 22/06/2020
A Constituição de 1988, normativa máxima da legislação brasileira, informa em seu artigo 196 que: a saúde é direito de todos e dever do Estado. Mas o que vem ocorrendo é muito diferente daquilo que consta na legislação. Na saúde pública brasileira, vários desafios vem surgindo, incluindo-se as epidemias de algumas doenças passíveis de controle, como dengue e sarampo. Como causas desse problema tem-se a insuficiência governamental na saúde pública e a lenta mudança na mentalidade social. Logo, demanda-se de ações para resolver essa situação.
Em primeiro lugar, o governo vem deixando de atuar de forma incisiva no que concerne à manutenção da saúde da população. Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), no ano de 1988, e sua regulamentação pelas leis 8.080 e 8.142/1990, deveria ser assegurada à população a assistência à saúde de modo integral, universal e equânime, mas, na realidade, essas premissas estão sendo negligenciadas. Exemplo disso é a desigualdade no investimento financeiro na área da saúde entre as regiões. Percebe-se disparidades regionais, o que acaba influenciando nas políticas municipais e na falta da conscientização da população, levando à proliferação de doenças infectocontagiosas.
Ademais, outro desafio verificado é que a população acredita que os problemas não são passíveis de importância e continuam agindo de modo a boicotar as ações de saúde. Tal fato é comprovado pelo pensamento do filósofo alemão Immanuel Kant, ao afirmar que o homem é o que a educação faz dele. A deficiência na educação brasileira faz com que os indivíduos deixem de vacinar seus filhos, comprovado pelo movimento anti vacina, que fez ressurgir a epidemia de sarampo no país, uma doença considerada erradicada, e que em 2019 foi perdido o certificado de erradicação. Além disso, a falta de bom senso da população a não acumular lixo nas residências em locais que possam abrigar água parada, trouxe epidemias de dengue, zika e chikungunya, que a cada estação de verão assombra os brasileiros, causando várias mortes na maioria das vezes evitáveis.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o problema das epidemias no Brasil. Para tal, os municípios em parceria com as escolas, devem intensificar a realização de feiras de ciências durante o ano escolar, instituindo-se palestras com profissionais da saúde, para esclarecer aos pais e alunos sobre as doenças emergentes e epidemias no país, como: dengue e sarampo. Desse modo, promoverá uma conscientização desse público alvo sobre a importância da prevenção e promoção à saúde, indicando hábitos saudáveis, para redução da transmissibilidade e conservação do ambiente, para evitar a proliferação de vetores das doenças. Assim, será mais fácil a forma de lidar com as epidemias no Brasil.