Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 29/06/2020

Com a chegada dos portugueses no Brasil em meados do século XV, muitas doenças foram trazidas, a exemplo a varíola, febre amarela e a peste negra onde em 1904 o Rio de Janeiro enfrentou desafios no combate contra a doença, originada dos colonos, gerando uma epidemia no país. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da má gestão do Estado e da falta de saneamento básico.

Em primeiro plano, é possível perceber que no decorrer da história brasileira a saúde era privilegio de quem possuía recursos financeiros, apenas em 1986 o Congresso Nacional da Saúde ampliou o acesso a toda população. Desse modo, evidencia-se uma má gestão no sistema, onde as unidades básicas de atendimentos não dão conta de toda a demanda, levando muitas vezes a falta de recursos e investimentos. Segundo o portal G1 em 2018 o Conselho de Medicina relatou gastos insuficientes na saúde e más condições de trabalho, apontando que o dinheiro público tem sido mal gerido.

De acordo com o Artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direito”, em uma pesquisa feita no site Senado, no Brasil 50% da população não possui tratamento de esgoto sendo assim mais de 100 milhões de brasileiros.

A falta de saneamento básico em algumas regiões  contribui drasticamente a disseminação de algumas doenças para todo o território brasileiro; como ocorreu em 1563, quando o país sofria com a epidemia da varíola, causada pela falta de coleta de esgoto e de tratamento de água.

Torna-se evidente, portanto, que a epidemia no Brasil apresenta entraves que necessitam ser revertidos, como os gastos insuficiente na saúde e a falta de saneamento básico. Dessa forma o Ministério da Saúde em parceria com o Governo Federal devem promover medidas paliativas; diminuindo os  gastos em outras áreas a fim de investir na infraestrutura de hospitais e estudos. Além disso cabe ao Ministério das Cidades investir amplamente no sistema de saneamento básico, para evitar a proliferação de doenças.