Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 22/06/2020
SAÚDE PÚBLICA EM TEMPOS DE EPIDEMIA.
O Brasil, desde a sua descoberta, já enfrentou diversas crises epidêmicas como a varíola, febre amarela, gripe espanhola, poliomielite, meningite, Zika vírus, Dengue, dentre outras. Conquanto, o sistema de saúde brasileiro vem sofrendo grande dificuldade para com o combate dessas doenças gerando um grande número de mortos ao logo da história e deixando brechas para que esse número seja ainda maior.
A saúde é um dos fatores principais no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, fazendo parte dos países com uma boa colocação na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possuísse um sistema público de saúde eficiente. Conduto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na forma com que o país enfrenta as doenças em locais com alta densidade demográfica. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2015 foram notificados mais de 200 mil casos de dengue no país, sendo a maior parcela presente no Estado de São Paulo, região extremamente populosa.
Faz-se mister, ainda, salientar sobre o déficit no sistema público de saúde que assola todo o país como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Baumanm, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais políticas e econômicas é a característica da “modernidade liquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, na medida em que os hospitais não possuem plena capacidade para suprir as necessidades básicas da população, principalmente em se tratando de pessoas carentes de recursos para utilizar a rede privada de saúde, o número do contágio tende a crescer, seguindo, portando, pelo número de mortes.
Conclui-se portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema, como maiores investimentos na rede pública de saúde por parte do Poder público, bem como maior controle e conscientização da população sobre a necessidade de evitar aglomerações, na medida do possível, em grandes centros urbanos pára diminuir o risco de contágio.