Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 24/06/2020

Prevenção salva vidas

Em um mundo globalizado, isto é, com grande fluxo de pessoas, mercadorias e informações, o risco de ocorrer uma epidemia é grande. Mesmo países desenvolvidos não podem escapar. Porém, tais países, no geral, têm vantagem em relação aos emergentes e subdesenvolvidos: sua capacidade de se prevenir contra esse tipo de situação. Atualmente, no caso do Brasil, poucas medidas são tomadas para evitar doenças contagiosas. Nesse sentido, o governo deve se empenhar em melhorar o saneamento básico e conscientizar a população, pois a melhor maneira de lidar com epidemias é prevenindo-se.

É de conhecimento geral que investir em saneamento básico é também investir em saúde pública e impedir a propagação de patologias. À vista disso, em 2018, Bill Gates apresentou um projeto que reduziu significativamente o custo com saúde: um vaso sanitário que não usa água nem esgoto. Ademais, vários desses foram colocados em uma cidade da África do Sul, a qual não tinha qualquer tipo de saneamento. Isso fez com que os moradores locais não fizessem suas necessidades em lugares expostos, o que evitou a diarreia e seu tratamento. Aqui haveria o mesmo impacto, porque diminuiria doenças como a dengue – sem esgoto a céu aberto o mosquito da dengue pouco se reproduziria, por exemplo –, facilitaria seu controle e muitas vidas seriam poupadas.

Outro ponto a ser discutido é a questão da diminuição das campanhas de vacinação para a conscientização da população. Na primeira década do século XXI, o governo brasileiro realizava diversas propagandas (como a do “Zé Gotinha”), o que alertava e demostrava a importância de vacinar-se. No entanto, devido a crises econômicas (como a de 2016) e a falta de responsabilidade governamental, diminuiu-se o gasto e a relevância dessas campanhas. Consequentemente, as pessoas perderam o medo das doenças e não se preocuparam mais com vacinação – sem isso, epidemias como a do sarampo em 2019 (a qual não ocorria fazia tempo) não puderam ser evitadas.

Com base no que foi apresentado, o governo brasileiro precisa se empenhar mais em impossibilitar epidemias de ocorrer. Para isso, a Câmara dos Deputados deve aprovar uma lei em que determinada parte do que é gasto com a saúde seja investido em saneamento básico (a porcentagem deve variar de acordo com a realidade de cada município). Além disso, o Ministério da Saúde necessita voltar o quanto antes com as campanhas maciças de vacinação e prevenção e, mesmo que a doença tenha praticamente sido erradicada, deve sempre alertar sobre seu risco. Com isso, muitas vidas seriam salvas e a sociedade estaria preparada para o pior.