Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 22/06/2020

O infindável ciclo de desmatamento ambiental, ocorrido visando a fomentar o sistema econômico capitalista, acoplado a insuficiências governamentais e à falta de credibilidade dada à comunidade científica pela superestrutura acarretam uma constância de epidemias cujas consequências assolam a área da saúde brasileira. Conquanto haja instituições públicas voltadas para a resolução da problemática, a carência de investimentos e de educação popular torna inviável a ação das supramencionadas. Logo, compreende-se que devido, majoritariamente, à ganância da superestrutura, a população brasileira vira estatística em um gráfico de falecimentos que poderia ter sido evitado.

Desde os primórdios da colonização brasileira, o desmatamento é a peça-chave na busca pelo desenvolvimento econômico; tal fator implica a transferência de doenças, antes pertencentes à vida selvagem, à sociedade humana. Ainda que seja visualizado um trabalho ferrenho pela comunidade científica, intencionando reverter o quadro de saúde exposto, os governos legam a último plano as advertências e necessidades técnicas. Assim, delineia-se um cenário no qual a escassez de investimentos governamentais mingua a potência de instituições de saúde pública, como o SUS.

O conto “A Máscara da Morte Rubra”, de Edgar Allan Poe, deixa como reflexão o fato de que epidemias atingem todos em seu caminho caso não haja educação popular que respeite as normas estabelecidas pelos intelectuais para restringir o impasse. Embora detentores de maior estabilidade financeira estejam menos vulneráveis a certas epidemias, é essencial o respeito às regras estipuladas, cabendo ao governo garantir as condições da população para atendê-las. Dessa maneira, compreende-se que toda a população está exposta ao contágio, sendo seu dever combatê-lo com responsabilidade e empatia.

Destarte, medidas são necessárias para atenuar a problemática. É mister que o Poder Executivo, acoplado ao IBGE e à OMS, rastreie as áreas de maior índice das epidemias, traçando planos para um desenvolvimento sustentável, diminuindo as consequências do desmatamento; bem como invista, de maneira responsável e periódica, na comunidade científica, atendendo suas demandas e advertências, a fim de oferecer uma saúde digna à nação. Outrossim, que as instituições de cuidado público incitem a educação popular e fiscalizem as ações da comunidade, a partir de visitas constantes, visando reverter o cenário em vigor e impedir o ocorrido no conto “A Máscara da Morte Rubra”.