Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 24/06/2020
“Setores como a saúde, educação e outros fazem parte das atribuições e são responsabilidades do setor público”. Tal afirmação do advogado Francisco Carneiro se mostra distante da realidade do Brasil, visto que o combate à epidemias é uma questão problemática. Assim, entre os fatores que contribuem para aprofundar esse quadro, pode-se destacar o negligenciamento governamental e a falta de informação por parte da população.
Assim sendo, a negligência do governo é o principal fator responsável pela precariedade da saúde pública, o que resulta no agravamento das epidemias no Brasil. Esse complexo é produto do fato de que o Governo Federal e o Congresso não terem interesse de investir na área médica, para que assim a população busque serviços particulares em clínicas médicas, favorecendo os interesses dos patrocinadores das campanhas políticas. Tal realidade pode ser exemplificada pela frase do escritor Millor Fernandes; " O dinheiro não só fala, como faz muita gente calar a boca" afinal, o governo fica negligente em relação à saúde para continuar sendo eleito pela elite.
Além outro ator a salientar a falta de propagação de informações. Em 1904, em meio a uma epidemia a população carioca não aceitava ser vacinada. Esse fato se deve à obrigatoriedade da vacina, naquele período, sem haver informações sobre os benefícios dessa atitude, amedrontando a comunidade. Tal recorte não se mostra distante da atual conjuntura social, uma vez que não é observador investimentos em propagandas voltadas para a prevenção de doenças endêmica. Esse enunciado está em paralelo com o jornalista Caco Barcellos; “a culpa não é de quem não sabe, é de quem não informa”, ou seja, s e o governo não mostrar como evitar as doenças, a população não terá embasamento para tal.
Portanto, é mister que o Estado tome providências, para amenizar o quadro atual. Para isso, é necessário que o Ministério da Economia em parceria ao Ministério da Saúde, destine verbas para o investimento em médicos especializados em doenças endêmicas, por meio da inclusão desse objetivo na Lei de Diretrizes Orçamentárias, com o intuito de desfavorecer os interesses dos patrocinadores das campanhas políticas. Ademais, para que essa erradicação seja possível, é necessário que as mídias utilizem sua capacidade de propagação de informação para promover formas de prevenir determinadas enfermidades epidêmicas.