Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 22/06/2020

Em meantes do século XX, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à perseguição nazista na Europa. Encantado pelo novo lar, ele escreveu o livro “Brasil, um país do futuro”, no qual sob a ótica de um estrangeiro retratou uma nação em pleno progresso. Porém, hodiernamente, nota-se que a incompetência do sistema público para lidar com epidemias implica o ideal brasiliano outrora formulado. É paradoxal, pois, que um país dito como democrático: paulatinamente, a negligência governamental, faça a saúde pública  inviável para tratar de epidemias.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, do desleixo político. No papel, a constituição cidadã 1998 garante saúde inclusiva a toda pátria, todavia o poder executivo não efetiva esse direito. Nessa conjuntura, Abraham Lincoln, célebre personalidade americana, fez várias críticas ao sistema político no geral. Ademais, ele acreditava que a política deve agir como aliada do corpo civil, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil. Infelizmente, não há um conjunto de interesses políticos voltados à saúde, o que também inviabiliza a eficácia para lidar com epidemias, fazendo os direitos permanecerem apenas escritos.

De modo consequente, testemunha-se um forte poder de influência dessa omissão do Estado na infraestrutura da saúde: ao observar a falta de planejamento comunicativo com a população. Lamentavelmente, esse óbice faz com que os cidadãos não respeitem as medidas de segurança da epidemia. Na teoria relativista do escritor Jean de Léry, por exemplo, mostra que a infraestrutura de um espaço é determinante até na formação de um cidadão. Assim, torna-se mais claro a importância de investir nas instituições da saúde  para melhorar a comunicação com as pessoas.

Por fim, diante dos desafios supramencionados, é firme dizer que o princípio de Zweig permaneceu na consciência do autor. Nessa esfera, assiste ao poder público, na imagem do Ministério  da   Saúde   -órgão responsável pela manutenção e administração da Saúde Pública-, criar projetos que priorizem a saúde e a conscientização coletiva, a fim de alcançar a eficiência e debates sociais. Dessa forma, espera-se que as epidemias deixem de ser um assunto desconhecido e sejam erradicadas. Assim, os direitos constitucionais farão mais sentido com a realidade.