Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 22/06/2020
“Não rir, nem chorar, mas compreender e agir”.A frase de Espinoza, filósofo racionalista do século XVII, ilustra que o modo racional de ajudar a sociedade é procurar entender seus pretextos multifatoriais e legacionais.Nesse contexto, tangente ao pensamento supracitado, é necessário entender e combater os desafios da saúde pública brasileira em lidar com epidemias, dentre os quais, destacam-se a prevenção deficitária proveniente do Estado e a postura omissa dos núcleos familiares.
Indubitavelmente, a ausência de medidas preventivas por parte do poder governamental corrobora com o impasse no âmbito nacional.Desse modo, os dados do Greenpeace Brasil apontam que cinco em cada dez moradores de comunidades ribeirinhas já foram diagnosticados com esquistossomose, no Rio São Francisco.Dessarte, vale destacar que a permanência da doença supracitada é favorecida pela falta de água tratada, descarte inadequado de dejetos e rede de esgoto desfuncional, ou seja, direitos pautados na Constituição Cidadã de 1988.Nesse panorama, essa conjuntura, segundo o ideário do contratualista John Locke, configura-se uma violação do “contrato social”, já que o Estado não garante os direitos indispensáveis, como o direito à saúde preventiva, em contrapartida à manutenção de igualdade entre os membros da sociedade, o que caracteriza um desrespeito descomunal à esse público.
Outrossim, é possível avaliar o posicionamento negligente da família como efeito estimulante da resiliência do problema no país.Destarte, a majoritária parcela dos pais não ensinam aos seus filhos práticas contra o ciclo reprodutivo de vetores virais, como não manter água parada em pneus, vasos, plásticos e rejeitos.Dessa maneira, o exemplo parental é de extrema importância, de acordo com o sociólogo Talcott Parsons, o qual diz que a família é uma máquina que produz personalidade humanas.Logo, é plausível ressaltar que é dever dos pais educar os jovens no tocante à saúde pública como supra sumo do bem-estar social, haja vista que esses são influenciados pelo meio onde vivem.
Portanto, os ativistas de Organizações não Governamentais, como a “Femicoop”, devem alertar a população acerca da falta de apelo dos representantes do povo quando trata-se de profilaxia em bairros periféricos próximos ao rio Amazonas, sobretudo, frisar depoimentos reais de infectologistas contaminados por omissão em tarefas simples, como higienização de leguminosas.Por conseguinte, tal ação pode ser realizada por meio de divulgação de textos proativos em páginas virtuais, como “Quebrando o Tabu”, site brasileiro com a marca de mais de 1,5 milhões de engajamentos, no intuito de instigar discussões, entre os cidadãos, sobre o impasse vigente em reuniões de condomínio e comissões municipais.