Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 25/06/2020
O Sistema Único de Saúde (SUS) é um programa criado pelo governo federal com o intuito de tornar a saúde um “bem público”, sendo a mesma um dever do Estado. O Brasil é um país extremamente grande longitunalmente e já passou por várias epidemias sem conseguir controlá-las devidamente, como a malária na região Norte e, hodiernamente, a pandemia do COVID-19. Entretanto, mesmo com todas as experiências, ainda persiste o questionamento sobre como lidar com estes surtos no país.
A priori, é importante lembrar que em meio a uma crise da saúde, o primeiro setor afetado é, justamente, o SUS. Um sistema público de saúde bem estruturado é fundamental em eventuais períodos de epidemia; o principal problema desse programa está na falta de atenção e no repasse de verbas. Com o cenário atual, muitas reportagens feitas pela Globo evidenciaram o sucateamento de inúmeros hospitais e postos de saúde, em especial no interior do país.
Ainda vale ressaltar, a malária como uma endemia na região Norte brasileira. O vetor da doença é a fêmea do mosquito Culex contaminada com o protozoário do gênero Plasmodium. Como consequência da falta das medidas profiláticas necessárias, essa protozoose atinge a sociedade frequentemente.
Em suma, faz-se mister a atuação do Estado para resolver essa problemática. Por meio do Ministério da Saúde, o governo federal pode fazer maiores investimentos em programas públicos de saúde e, assim, não levar ao sucateamento/desvalorização do SUS. Além disso, aulas extras sobre educação sanitária poderiam ser promovidas em instituições educacionais como atividades extracurriculares, práticas de higiene pessoal e algumas profilaxias de doenças poderiam ser explicadas. Tais atitudes visam uma melhoria em lidar com epidemias no Brasil.